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Móveis no home office: quais são as peças ideais

Investir no mobiliário certo significa expediente eficaz e produtivo

Para Júlia Guadix, o ideal é que o home office não esteja em um cômodo inicialmente destinado para o relaxamento. Isso pode fazer com que a pessoa trabalhe mais do que deveria, causando um maior desgaste.

Para Júlia Guadix, o ideal é que o home office não esteja em um cômodo inicialmente destinado para o relaxamento. Isso pode fazer com que a pessoa trabalhe mais do que deveria, causando um maior desgaste. (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

O home office parece que veio para ficar. As pessoas que conheceram o modelo durante a pandemia e as que já possuíam um modelo híbrido antes do isolamento estão descobrindo seu potencial e benefícios. Sendo assim, muitos se encontram com a pergunta: quando a socialização voltar, continuaremos trabalhando de casa?

 (Reprodução/Pinterest)

Independente da resposta e do que o futuro reserva, preparar um cantinho adequado para o expediente é necessário para a quarentena e depois dela.

Uma cadeira confortável, mesa na altura correta e itens que muitas vezes passam despercebidos podem afetar diariamente a produtividade – principalmente com o risco de incômodos e dores que afetam a saúde aparecerem. Diante disso, analisar com atenção todos os móveis eleitos para compor a área é primordial.

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Ao selecionar um cômodo da residência destinada para isso, evite que seja um inicialmente destinado para o relaxamento – podendo fazer com que a você trabalhe mais do que deveria e causando um maior desgaste.

Conheça as dimensões do cantinho, pense no fluxo de trabalho e o que a rotina solicita que esteja acessível para o dia a dia. Em caso de espaço limitado, a circulação é ainda mais importante, uma vez que todas as peças selecionadas precisam exercer sua função no local.

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Por último, o dormitório não deve receber o home office – já que o foco do ambiente é descanso, e isso pode confundir o momento de trabalhar. Podendo gerar, então, um desgaste emocional, pois as pessoas são confrontadas com um local próprio ao relaxamento, atrapalhando no trabalho e na hora de dormir.

A arquiteta Júlia Guadix, à frente do escritório Liv’n Arquitetura, apresenta algumas dicas com um check list para a montagem desse ambiente:

Cadeira

 

A cadeira é um dos elementos fundamentais do home office. Com a ergonomia certa, evita desconfortos, comorbidades na coluna e no sistema circulatório, além de mitigar o estresse e o cansaço.

A cadeira é um dos elementos fundamentais do home office. Com a ergonomia certa, evita desconfortos, comorbidades na coluna e no sistema circulatório, além de mitigar o estresse e o cansaço. (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Esse é um dos elementos fundamentais do home office. Com uma cadeira com a ergonomia certa, ela elimina desconfortos, comorbidades na coluna e no sistema circulatório, além de amenizar o estresse e o cansaço e contribuir com o rendimento das tarefas.

As com estofado ou teladas, regulagem de altura, rodízio, braços e encostos são as mais recomendadas. Na hora da compra, tenha certeza que o item tem um desenho e medidas que assegurem um bom apoio para a lombar e as costas.

 (Lisa/Pexels)

Quando o assunto é encosto, o preferível é que seja articulado e com possibilidade de ajuste da altura – considere que quanto maior o espaldar, melhor será a sustentação da coluna. Para os rodízios, vale analisar os pisos para os quais são indicados – alguns modelos evitam até os riscos em superfícies de madeira –, bem como o peso que ele suporta.

Armários, gaveteiros, e prateleiras são essenciais para deixar o ambiente de trabalho organizado, ajudando a manter o foco nas tarefas.

Armários, gaveteiros, e prateleiras são essenciais para deixar o ambiente de trabalho organizado, ajudando a manter o foco nas tarefas. (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

No caso da estrutura em si da cadeira, o usuário deve atentar-se às molas de suporte, que diminuem o impacto dos movimentos de ‘senta-levanta’.

Mesa, bancada ou escrivaninha?

 

 (Ken Tomita/Pexels)

As três opções apresentam diversos benefícios, mas o segredo está em verificar aquele que faz mais sentido para o seu espaço. O ideal é que a superfície de qualquer um dos tipos disponha de uma altura de 75cm em relação ao piso e uma profundidade mínima de 45cm – para um conforto ainda maior, opte por algo entre 60 e 80cm.

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Seu comprimento deve ser de no mínimo 70cm, mas o recomendável é de 1m para possibilitar que objetos e equipamentos eletrônicos sejam posicionados de maneira adequada.

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 (Reprodução/Pinterest)

Com relação ao material, o tampo de madeira ou MDF costuma ser o mais indicado. Já as mesas de vidro engorduram com mais facilidade, demandando limpezas com uma certa frequência.

Outros itens importantes 

 

 (Pixabay/Pexels)

Outros elementos podem ajudar na rotina de quem trabalha em casa: itens de uso frequente com fácil acesso, iluminação correta – artificial e natural –, e cores leves no ambiente para não cansar o olhar são questões a serem consideradas. Dependendo da atividade profissional, a presença de dois monitores deixa tudo mais prático.

SOS Casa: acerte no tapete SOS Casa: acerte no tapete

SOS Casa: acerte no tapete (BRUNO CARVALHO/Casa.com.br)

Tapetes também colaboram para o bem-estar, mas é preciso escolher modelos mais lisos e com pelos baixos para que as rodas da cadeira não se enrosquem. Conforto térmico o ano inteiro, com um ar-condicionado com função quente e frio, pode ser outra escolha. Ter uma manta no aposento proporciona aconchego e um calor extra no inverno.

 (Jonathan Borba/Unsplash)

Cortinas vão super bem para filtrar a entrada de luz natural e evitar que ofusque quem está trabalhando de frente para janela ou que cause reflexos excessivos na tela de quem trabalha de costas para ela.

 (Pixabay/Pexels)

Um ambiente muito bem organizado faz a diferença. Para auxiliar, um gaveteiro é bastante útil para armazenar objetos e equipamentos de trabalho. Prateleiras, nichos e armários são eficazes para ordenar pastas, livros e afins. Tudo ajudando a manter o foco nas tarefas. De qualquer forma, analise a demanda de cada pessoa e pense o que é bonito e conveniente para ficar à mostra.

Distribuição dos móveis

 

 (Reprodução/Pinterest)

O mobiliário precisa ‘conversar’ com o restante do cômodo. Para um escritório na sala de estar, por exemplo, o melhor é investir em itens mais descontraídos. Entre as possibilidades, a extensão do rack pode resultar em uma bancada e, caso não seja possível fugir do dormitório, o local de trabalho pode ser uma ampliação da mesa de cabeceira.

 (Andrea Davis/Pexels)

Porém, ter um cantinho definido, e que o morador não precise desmontar e montar a mesa, é essencial. Mas lembre-se: de qualquer forma, deixe tudo arrumado e escondido para que não haja a sensação de que está em horário de expediente. Considere, ainda, um espaçamento de 70cm entre a mesa e a parede, ou outro móvel que estiver atrás dela, para haver uma boa circulação no ambiente.

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Junto com a proximidade da janela, tente não deixar a mesa em uma posição que o morador sente de costas para a porta.

Iluminação

 

 (Reprodução/Pinterest)

Por fim, a iluminação é outro aspecto relevante e que deve oferecer uma luz homogênea na superfície da bancada. No projeto luminotécnico, fitas de LED incorporadas em uma prateleira ou nicho são ótimas referências, assim como abajures ou arandelas com lâmpadas sem foco direcionado.

 (Karolina Grabowska/Pexels)

Para a especialista, a luz branca e quente, de 2700K a 3000K, é a mais agradável por se aproximar do efeito da luz solar e excelente para a área de home office. Se tiver apenas iluminação no teto, conte com uma fonte de luz difusa sobre a bancada para que a pessoa não crie sombra na mesa – o efeito pode ser conquistado com um abajur, uma arandela ou uma fita de LED.

Outra recomendação é adicionar luzes focais que geram sombras muito marcadas e, a depender da posição, o facho de luz pode ofuscar a pessoa sentada à mesa.

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