Arquitetos imaginam pirâmides invertidas tomando o céu de Cairo

Elas formam uma rede cultural acima da movimentada cidade 

Por Redação Atualizado em 22 nov 2021, 19h17 - Publicado em 23 nov 2021, 13h00
Marchisciana Saverio Adrian/Designboom

O arquiteto Marchisciana Saverio Adriano imagina “as sete novas pirâmides do Cairo” como um aglomerado de sete pirâmides invertidas espalhadas em meio à agitada cidade do Egito.

As estruturas lembram enormes aranhas de aço com pernas muito altas e esguias que parecem sitiar a metrópole emergindo como centros culturais e educacionais e como observatórios. Os pontos formam um sistema urbano autônomo pairando acima.

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O Cairo moderno é uma extensão caótica de casas e concreto que está dominando rapidamente as plantações tradicionais de tamareiras e antigas hortas. As terras agrícolas remanescentes do Egito estão sendo substituídas por grandes bairros saturados de prédios, desprovidos de parques ou espaços públicos urbanos.

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O problema de subúrbios espontâneos que crescem sem aderir a nenhuma regra de planejamento urbano é uma preocupação para muitas metrópoles poluídas na África, Ásia e América do Sul.

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‘As sete novas pirâmides do Cairo’ visa disseminar novas ideias positivas que buscam regenerar esta desordenada metrópole africana. Os arquitetos conceberam as pirâmides como pontos privilegiados de observação e como locais de reflexão e pensamento moral.

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Eles procuraram evidenciar a catástrofe urbana atual da cidade, expondo-a como se fosse uma vasta instalação de arte contemporânea.

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Os criadores quiseram dar sentido à forma das estruturas: em pirâmides invertidas, com os cumes apontados para baixo, criticam o desenvolvimento urbano descontrolado que destrói a natureza e os seus frágeis sistemas ecológicos.

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Além disso, estabelece um diálogo com as antigas pirâmides dos faraós enquanto representam uma nova cidade da cultura. A ideia de construir cidades paralelas sobrepostas às já existentes é uma sugestão de desenvolvimento futuro, crescendo em múltiplos níveis de forma mais eficiente.

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Cada pirâmide será identificada com o nome de um dos antigos deuses egípcios e hospedarão uma escola de arquitetura e urbanismo; um instituto de restauração de papiro; uma biblioteca nacional; uma escola de artesanato tradicional; uma faculdade de botânica; e outras instalações educacionais.

Juntos, vão constituir um laço cultural com potencial para educar e preparar as novas gerações de profissionais e gestores do Cairo, com base nos princípios da melhor sustentabilidade paisagística e ambiental.

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Todas as estruturas serão conectadas por um sistema de monotrilho, com uma estação na base de cada uma, podendo se movimentar de um lugar para outro. Grandes elevadores panorâmicos e torres de escada, posicionados dentro das colunas, levarão os visitantes da cidade caótica à cultura.

Marchisciana Saverio Adrian/Designboom

Os terraços no topo funcionarão como grandes praças que se abrem para a paisagem, onde estudantes e turistas podem passear e discutir em uma versão moderna e de alto nível da ágora grega.

*Via Designboom

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