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As cores it dos últimos 50 anos

Você sabia que a década um tom se torna muito popular e acaba entrando para a história? Venha conferir!

Assim como as tendências de moda vão e voltam, as de decoração também! Principalmente quando o assunto é tons. Você mesmo já deve ter vivido momentos em que optar por peças coloridas era visto como “brega” e não era indicado pelos designers de interiores.

Porém, diversas tonalidades tiveram o seu momento e, com muita popularidade, elas acabaram marcando uma época, congelando um momento cultural. Ao longo desta matéria, você poderá ter alguns flashbacks de anos que viveu apenas olhando as cores desses espaços. Nostalgia que chama?

Aperte o cinto e se prepare, pois vamos fazer um passeio pela estrada da memória com os tons mais famosos dos últimos 50 anos. Preparados?

1970: Verde abacate

 

 (Reprodução/House Beautiful)

Esse é um grande exemplo de tendências antigas que voltaram para os dias de hoje. Com o pouso na lua de 1969, o evento que marcou o fim da década, os anos 70 trouxeram o meio ambiente e a mãe natureza como temas para inspirar tudo da época.

 (Reprodução/Pinterest)

Foi assim que o verde abacate se tornou tão influente na decoração, produzindo uma sensação de mundo exterior dentro de casa, uma conexão com a natureza. Mesmo não estando longe do verde grama, acaba produzindo uma sensação mais leve e habitável. Entusiastas do design até compraram eletrodomésticos com a matiz!

Outro motivo que o tornou uma febre foi combinar com a paleta groovy, famosa no final dos anos 60. Apesar de laranjas, marrons e amarelos também serem bastante comuns, nada foi igual o abacate.

1980: Malva

 

 (Pinterest/Divulgação)

Chegando nos anos 80, o mundo abraçou uma abordagem em direção ao excesso e a extravagância. Os interiores incluíam tons pastel chamativos e que combinavam muito bem com metais e neons marcantes.

 (Reprodução/Pinterest)

Deixando de lado a monotonia dos terrosos dos anos 70, agora o lugar de destaque é das paletas claras, arejadas e muito luxuosas. Turquesa, rosa choque e pastel, pêssego, roxo e, principalmente, malva foram as cores adotadas nesse período.

 (Reprodução/Giphy)

Batizada com o nome da flor silvestre, malva possui uma tonalidade rosa-púrpura e aparecia em todos os lugares – banheiros, quartos, acabamento de janelas, pinturas, carpetes e móveis. Ousada, mas moderada, ela apresenta uma versatilidade que conquistou corações. Mesmo atrevida, ao ser combinada com tons cremes, cinza e marrons – ou até neon – exibe uma aparência neutra.

1990: Verde floresta

 

Se você achava que, depois do auge do abacate, o verde estaria de fora por um tempo, você está enganado! Ele retornou duas décadas depois com um toque mais sombrio, o chamado verde floresta.

 (Reprodução/Pinterest)

Muito provavelmente, sua fama se originou nos anos 90 por causa de uma busca por estabilidade e longevidade, grande parte pelo caos econômico de 1980. Sendo assim, a nova moda se alinhava culturalmente com os tons clássicos, na esperança de que a prosperidade tão desejada durasse.

 (Reprodução/Giphy)

A fase também contou com roxos e as paletas que fizeram parte dos programas Friends e Sabrina, Aprendiz de Feiticeira. Mesmo não complementando o verde floresta, as tonalidades compartilham uma saturação semelhante.

Podemos concluir que essa década foi mais sombria e temperamental. Beges, terracotas e vermelhos toscanos também estavam presentes, mas não com tanta força.

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2000: Cerúleo

 

 (Reprodução/Architectural Digest)

Uma grande explosão de cor deu início ao novo século e quem assumiu a liderança foi o suave, mas marcante, cerúleo. Uma coisa nós sabemos, Miranda Priestly e sua equipe, em O Diabo Veste Prada, não concordam com essa cor it. Porém, a Pantone a selecionou em sua primeira Cor do Ano, em 2000.

 (Reprodução/Giphy)

Depois que a inquietação causada pelo Y2K acabou, uma estética mais minimalista foi adotada pelos designers. Enquanto tonalidades brancas, pretas e beges combinavam com o estilo, o cinza acabou se sobressaindo – se tornando uma opção para as paredes, ao invés do bege.

 (Reprodução/Reprodução)

Devido a sua neutralidade, essa tendência está presente até hoje. O que significa que o tom mostra um grande poder de permanência.

2010: Rosa Millennial

 

 (Anna Stathaki e Peter Landers/Casa.com.br)

Temos que concordar, o rosa sempre marca presença quando o assunto é decoração. Até bem recentemente, o rosa salmão estava por toda parte.

 (Pinterest/Reprodução)

O rosa ainda é fortemente marcado como feminino – quando o assunto é bebê e crianças a distinção entre rosa e azul, como menina e menino, é evidente – e a onda de empoderamento feminino tornou a cor um dos maiores interesses da época. Ao chegarmos em 2010, o rosa millennial desafiou essa ideia e se transformou em um tom universal.

Olhando para os anos anteriores, nota-se diversas mudanças culturais e a sociedade passou a falar e repensar conceitos de gênero e sexualidade. E é assim que a matiz, hoje, sugere uma mentalidade mais progressista, introduzida nessa década. Afinal, quem não ama rosa? Mesmo tendo millennial no nome, ninguém resiste ao charme.

Deseja incluir uma dessas cores na sua casa, mas não sabe como? Vamos te ajudar!

 

Como vimos, os tons it possuem um lugar na história do design, mas costumam não ter poder para permanecerem no mundo das tintas. Atualmente, o objetivo é desenvolver tonalidades que sejam universalmente amáveis para atender a procura pelos que podem resistir o teste do tempo.

 (Reprodução/Pinterest)

Ao pintar suas paredes, foque na pigmentação que te agrada – seja uma tendência ou não. Há muitas maneiras de adicionar história à sua casa, como utilizando detalhes e acessórios menores com as cores it. Seja uma almofada, cobertor, obra de arte ou objetos que enfeitam a mesa de centro e garantem a praticidade – permitindo a atualização das peças de acordo com o momento.

 (Reprodução/Pinterest)

Atenção, para a ideia conseguir ser exercida e atingir seu potencial máximo, as paredes e os móveis devem ser razoavelmente neutros.

*Via Apartment Therapy

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