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Apê de 70 m² em Copacabana tem jardim de inverno e muitas lembranças

O apartamento é projeto e morada do arquiteto Francisco Palmeiro e conta com decoração cheia de personalidade e um jardim de 21 vasos

Living com parede de concreto aparente. Mesa circular preta. Parede verde. Pela porta da parede de concreto, sofá azul e branco de listrinhas.

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

Localizado no Posto 5, em Copacabana, este apartamento de 70 m² é a nova morada do arquiteto carioca Francisco Palmeiro. Ele acaba de finalizar uma grande reforma para integrar todo o espaço, o qual originalmente tinha dois quartos, sala, cozinha e dependências, todos separados. “Logo na primeira visita que fiz ao imóvel vi potencial para uma transformação radical”, lembra ele.

Sala de tv com sofá listrado, móvel cinza com livros e tv. Tapete vermelho. Cadeira de madeira. Plantas ao fundo

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

A integração dos espaços favoreceu a entrada de luz natural em áreas antes escuras, de onde hoje se tem, inclusive, a vista do céu, já que o apartamento fica no penúltimo andar do prédio. Ao demolir as paredes, Francisco criou um jardim de inverno, delimitado por um piso frio de cor clara que se estende por toda a parede da fachada, “abraçando” três janelas com vista para o mar de Copacabana. A concepção do ambiente é de autoria de seu companheiro, o coreógrafo e paisagista João Saldanha. O espaço é composto por 21 vasos de diferentes proporções.

Cama de casal com travesseiros estampados. Piso de taco. Objetos decorativos em madeira. Aparador com enfeites.

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

Como todos os itens que compõem a decoração já eram do acervo do morador, o arquiteto investiu em novos estofados, marcenaria, serralheria, instalação de luminárias, espelhos e finalização do paisagismo. “O fato de eu ser o proprietário me deu total liberdade no processo de criação. Anteriormente, o imóvel era um espaço convencional, compartimentado. Atualmente, é uma residência diferenciada, com circulação e muita personalidade”, avalia ele.

Quarto integrado com sala de tv. Sofá listrado encostado na base da ama. Mesa de centro com planta. Rede cor de rosa ao lado da cama

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

Francisco acredita que sua casa não tem um estilo definido, já que o décor mescla desde mobiliários que nos remetem a tempos diversos, heranças familiares, objetos de proporções variadas até quadros de artistas contemporâneos, gravuras e estampas com padronagens variadas (inclusive étnicas), além das paredes pintadas de verde Palmeira e portas pintadas de verde Serra Gaúcha.

Lavanderia com armários verdes e laranjas. Máquina de lavar encaixada. Plantas penduradas

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

“A mesa de canto em Pinho de Riga que ganhei de meu pai, a escrivaninha de estilo neoclássica da vovó e a mesa de centro do designer italiano Willy Rizzo que ganhei de minha tia, a arquiteta Heloísa Prado Lopes, são os meus principais xodós. A cristaleira art deco da cozinha foi o primeiro móvel que adquiri, quando eu tinha 28 anos. Também tenho um afeto muito especial por ela”, enumera ele.

Living com sofá verde. Parede de concreto aparente. Plantas em vasos ao fundo.

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

No apartamento também é possível encontrar vários objetos produzidos a partir de garimpos em caçamba de lixo e restos de obras, como o nicho aéreo de fundo espelhado, acima da cama, que expõe uma coleção de esculturas de galinha d’Angola.

Lavado com espelho com moldura neoclássica. Papel de parede geométrico

 (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br)

Francisco destaca ainda as paredes que foram descascadas e hoje são de concreto aparente. Chapas de aço (também aparentes) foram utilizadas no reforço estrutural do vão, em contraste com o papel de parede do lavabo, com estampa criada pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid. “Toda essa mistura de referências produz um ambiente acolhedor que não aceita rótulos e ainda possibilita escolhas diversas, conforme o olhar de quem observa”, avalia.

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