Jardim “1000 árvores” cobre duas montanhas na China com vegetação

O megacomplexo vai abrigar restaurantes, museus, galerias e centros de entretenimento ao longo do riacho Suzhou, em Xangai

Por Redação Atualizado em 5 jan 2022, 23h37 - Publicado em 6 jan 2022, 13h00
Reprodução/Designboom

A primeira fase do desenvolvimento do projeto “1000 trees“, do estúdio Heatherwick, está agora completa e aberta ao público em Xangai. Trata-se de um grande complexo de múltiplos usos, cuja arquitetura assume a forma de duas montanhas cobertas de árvores e apresenta até 1.000 colunas estruturais e mais de 70 espécies de plantas.

Qingyan Zhu/ArchDaily

Emergindo como grandes vasos de planta, cada coluna contém um aglomerado de árvores que permanecem exuberantes graças a um sistema de irrigação integrado e automatizado. A grande inauguração foi oficializada no dia 22 de dezembro de 2021, ao longo do riacho Suzhou, durante a qual as árvores suspensas se iluminaram com mil luzes.

Os novos “jardins suspensos da Babilônia”

 

Continua após a publicidade

Liderado pelo arquiteto Thomas Heatherwick para a empresa chinesa Tian’an, o projeto 1000 trees é definido como os novos “jardins suspensos da cidade de Babilônia”.

De fato, o seu desenvolvimento atípico intrigou os habitantes locais e visitantes durante oito anos. Uma vez concluído, o projeto de 300.000 m² “se tornará a pérola mais brilhante ao longo do riacho Suzhou, de 42 quilômetros, no centro de Xangai” – é o que acredita Song Shengli, vice-diretor do departamento de publicidade do distrito de Putuo.

Veja também

Complexo de uso misto que celebra o patrimônio industrial

 

Continua após a publicidade

Reprodução/Designboom

Restaurantes, museus, galerias e centros de entretenimento estão atualmente incluídos na fase inicial do projeto. Entretanto, muitos outros estabelecimentos povoarão o segundo lote de terreno, onde a construção para a fase dois já está em andamento.

Qingyan Zhu/ArchDaily

Para destacar o valor histórico de Xangai, edifícios históricos também foram incorporados ao megacomplexo. Especificamente, o desenvolvimento final incluirá quatro edifícios e uma torre sineira (que agora serve como um elevador turístico) pertencente a uma das quatro fábricas anteriores.

Em suma, “o objetivo era ter uma estrutura acolhedora e viva com uma relação harmoniosa entre o ser humano e a natureza, em vez de um mamute de concreto”, conclui Huang Jingsheng, gerente geral de marketing de projeto.

*Via Designboom

Continua após a publicidade

Publicidade