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Apartamentos pequenos: os 10 erros mais comuns em projetos

Descubra o que é preciso evitar e onde vale a pena investir na hora de planejar a reforma

Apartamentos pequenos são uma realidade, principalmente nos grandes centros urbanos. Eles são tendências e os moradores que optam por um empreendimento com metragem reduzida precisam lidar com o desafio de otimizar os ambientes e conseguir amplitude. Apesar disso, não é uma tarefa fácil encaixar todos os desejos dos moradores em pouco espaço. Assim, erros em relação à arquitetura e distribuição de móveis acontecem de maneira recorrente. 

Para a arquiteta Júlia Guadix, do escritório Liv’n Arquitetura, os especialistas responsáveis por criar projetos de apartamentos pequenos têm o objetivo de – em uma planta reduzida – criar um ambiente acolhedor semelhante ao de uma estrutura mais ampla. “Essa relação nos dá base para executar o projeto, tornando-o sob medida e com tudo que ele precisa”, afirma.

A seguir, confira os 10 erros mais comuns em projetos de apartamentos pequenos listados pela especialista:

1. Não ter um projeto

Para mobiliar e decorar um apartamento pequeno é necessário ter um olhar apurado que garanta que cada espacinho seja aproveitado da melhor maneira possível. Logo, não adianta sair comprando móveis sem antes planejar como irá ficar e se é, de fato, a melhor opção para o seu espaço.

A arquiteta reforça sobre contratar um especialista para fazer o projeto. “Desconsiderar a contratação de um profissional especializado para ter um planejamento, pode implicar em um valor mais caro lá na frente em função de dores de cabeças e reformas que precisarão ser feitas”, alerta.

2. Não investir em marcenaria planejada

Lançar mão da marcenaria planejada é uma solução esperta para garantir máximo aproveitamento de espaços. Como exemplo, podemos citar a cozinha que, geralmente, se apresenta como um corredor em apartamentos pequenos.

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Os planejados ajudam a ocupar os espaços da parede e oferecem maior amplitude. “É possível fazer um armário do quarto ou da cozinha até o teto, criando pequenos nichos. Se atrás da porta tiver espaço, podemos projetar uma sapateira”, sugere Júlia.

Outra dica é investir em móveis multiuso – como uma mesa que serve de bancada para a cozinha ou um sofá-cama. Além disso, banquinhos e pufes extras dispostos ao redor da mesa criam mais lugares para recepcionar convidados em casa.

3. Excesso de paredes

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Quanto mais paredes, menor a amplitude do ambiente. Por isso, se existir a possibilidade de integrar um espaço no outro, faça! A sala de jantar e a cozinha, por exemplo, podem estar conectadas, facilitando, inclusive, as refeições. A dica da arquiteta é que, além de derrubar a parede, seja usado o mesmo piso nos dois locais.

4. Não priorizar a circulação

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

A mobilidade dos moradores deve ser uma prioridade no projeto. A dica para evitar que o espaço fique atravancado, é fugir de móveis desproporcionais em relação ao tamanho do ambiente, evitando dessa maneira um aspecto de amontoado no espaço.

5. Uso excessivo de móveis altos

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Deixar uma linha de visão mais livre dá uma sensação maior de amplitude ao ambiente. A dica da arquiteta é deixar um espaço entre 50 e 60 cm, até 2 m, com o mínimo de ocupação possível.

Outro aspecto importante é não posicionar móveis de frente para as janelas. Isso além de impedir a entrada da luz do sol, ainda abafa o apartamento por falta de circulação de ar.

6. Acumular coisas

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Menos é mais! Manter a organização do ambiente é uma tarefa ainda mais difícil quando o local está repleto de itens. Isso não transmite sensação de bem-estar e comodidade, e ainda dá um trabalho extra para limpeza e arrumação. “Sempre aconselho que as pessoas guardem apenas o essencial, evitando acumular coisas que ocuparão espaços preciosos com alguma utilidade ou simplesmente para o respiro do local”, conta a arquiteta.

7. Exagerar em tons escuros

 (Shaw & Shaw Architects/Casa.com.br)

Enquanto uma paleta mais clara oferece amplitude ao ambiente, os tons escuros – quando incluídos de maneira exagerada no ambiente – podem comprometer a amplitude visual do espaço.

Apesar de não ser um erro de fato, é importante usar cores mais escuras com moderação. “Mesclar o preto ou tons mais vibrantes com um conjunto de tons mais neutros traz um contraste interessante e leve”, sugere a especialista.

8. Revestimentos sem texturas

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

O uso de revestimentos nas paredes colabora para deixar os cômodos mais amplos. Tijolinho aparente, cimento queimado, concreto – ou seja, texturas que tenham uma variação de tonalidade – produzem uma profundidade visual maior em comparação ao liso e chapado.

9. Cortinas e tapetes no tamanho errado

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Os elementos móveis também merecem atenção na decoração de ambientes, pois, quando mal pensados, afetam negativamente a composição do espaço. As cortinas devem ser instaladas do teto até o chão, não apenas cobrindo as janelas. Já o tapete, quando muito pequeno, pode reduzir o local, “por isso, é sempre adequado eleger os modelos maiores que entram debaixo do sofá, das cadeiras ou praticamente encostados na parede”, afirma a arquiteta”.

10. Manter a iluminação apenas no centro do ambiente

 (Guilherme Pucci/Casa.com.br)

Investir em uma iluminação abrangente é uma maneira de ampliar o ambiente deixando-o inclusive mais aconchegante e sofisticado. Colocar um lustre apenas no centro provoca o efeito de penumbra nas paredes, e o resultado é uma sensação de fechamento. “A dica é distribuir essa iluminação pelas superfícies por meio da instalação de arandelas, abajures ou spots direcionáveis”, finaliza.

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