Minhocas comedoras de poliestireno podem combater a poluição plástica

Descoberta foi feita por pesquisadores da Escola da Universidade de Queensland, na Austrália

Por Redação Atualizado em 13 jun 2022, 22h46 - Publicado em 15 jun 2022, 19h00
Uma superminhoca em cima de um pequeno isopor segurado por uma mão com luva.
phys.org//Reprodução

Uma espécie de verme que pode desaparecer com o plástico comendo-o? Parece bom demais para ser verdade, mas uma equipe de pesquisadores da Escola da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriu exatamente isso.

Os cientistas da Escola de Química e Biociências Molecular da UQ descobriram que o “superverme”,  Zophobas morio, pode comer poliestireno graças a uma enzima bacteriana em seu intestino. Suas descobertas oferecem novos insights sobre a biodegradação do plástico e podem ajudar a resolver uma das questões ambientais mais urgentes do nosso tempo – a poluição plástica. 

Liderada pelo Dr. Chris Rinke, a pesquisa da equipe foi realizada ao longo de três semanas. Durante este período eles alimentaram os supervermes com diferentes dietas, alguns com espuma de poliestireno, alguns com farelo e outros com dieta em jejum.

Minhocas se alimentam de isopor
University of Queensland/Reprodução

“Descobrimos que os supervermes alimentados com uma dieta de apenas poliestireno não apenas sobreviveram, mas até tiveram ganhos marginais de peso”, disse Rinke. “Isso sugere que os vermes podem obter energia do poliestireno, provavelmente com a ajuda de seus micróbios intestinais.”

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Usando metagenômica, os cientistas conseguiram identificar várias enzimas codificadas no intestino dos vermes com a capacidade de degradar poliestireno e estireno. O objetivo de longo prazo é projetar essas mesmas enzimas, que podem degradar resíduos plásticos em usinas de reciclagem por meio de trituração mecânica, seguida de biodegradação enzimática.

“Os supervermes são como mini usinas de reciclagem, triturando o poliestireno com a boca e depois alimentando as bactérias em seu intestino”, disse Rinke. como bioplásticos.’

Várias minhocas se alimentam de um pedaço de isopor
University of Queensland/Reprodução

O próximo passo é cultivar as bactérias intestinais no laboratório e testar ainda mais sua capacidade de degradar o poliestireno. O coautor da pesquisa, o candidato a doutorado Jiarui Sun, explica: “Podemos então analisar como podemos aumentar esse processo para um nível necessário para uma usina de reciclagem inteira”.

A pesquisa foi publicada em um artigo na revista online Microbial Genomics.

*Via Designboom

Via designboom

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