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Socorro! NASA revela a catástrofe dos microplásticos vista do espaço

Confira as mudança nas concentrações de plástico nos oceanos ao longo de um período de 18 meses

 (Sören Funk/Unsplash)

O que não falta hoje em dia são alertas sobre o uso e descarte do plástico. Agora, a NASA divulgou um novo método de rastreamento, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan, que utiliza dados de satélite para detectar e rastrear as massas de plástico no oceano. Assustador!

Anualmente, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico fluem de rios e praias para o oceano. Eles são carregados pelas correntes oceânicas e quebrados pelas ondas e luz solar em microplásticos menores. A maioria termina em grandes manchas de lixo, como a do Pacífico – localizada entre a Califórnia e o Havaí.

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 (Reprodução/Designboom)

Cientistas descobriram apenas 1% de plástico flutuante, enquanto 99% dele é transformado em microplásticos. O último atinge o fundo do oceano e permanecerá lá até que lentamente comece a se decompor e se tornar parte do fundo do mar. Pesquisas encontraram resíduos da década de 1950!

O novo método de mapeamento mede a concentração de microplásticos oceânicos em todo o mundo, coletando dados de oito microssatélites, parte do sistema global de navegação por satélite do ciclone (CYGNSS). Os sinais de rádio dos satélites GPS refletem na superfície do oceano e os satélites CYGNSS detectam esses reflexos.

Esses sinais são pegos para medir a rugosidade da superfície do oceano. Os cálculos, geralmente usados para derivar as velocidades do vento oceânico, também revelam a presença de plástico. Quando há plástico ou outros detritos perto da superfície do oceano, as ondas são amortecidas e a superfície do mar fica menos acidentada.

A animação mostra a localização e a concentração de plásticos flutuantes entre abril de 2017 e setembro de 2018. Os dados revelam variações sazonais na concentração de microplásticos, onde parece ser maior no verão e menor no inverno. Isso provavelmente se deve a uma mistura mais vertical do oceano quando as temperaturas são mais amenas.

*Via Designboom

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