Socorro! NASA revela a catástrofe dos microplásticos vista do espaço

Confira as mudança nas concentrações de plástico nos oceanos ao longo de um período de 18 meses

Por Redação Atualizado em 12 dez 2021, 22h25 - Publicado em 17 dez 2021, 19h00
Sören Funk/Unsplash

O que não falta hoje em dia são alertas sobre o uso e descarte do plástico. Agora, a NASA divulgou um novo método de rastreamento, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan, que utiliza dados de satélite para detectar e rastrear as massas de plástico no oceano. Assustador!

Anualmente, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico fluem de rios e praias para o oceano. Eles são carregados pelas correntes oceânicas e quebrados pelas ondas e luz solar em microplásticos menores. A maioria termina em grandes manchas de lixo, como a do Pacífico – localizada entre a Califórnia e o Havaí.

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Reprodução/Designboom

Cientistas descobriram apenas 1% de plástico flutuante, enquanto 99% dele é transformado em microplásticos. O último atinge o fundo do oceano e permanecerá lá até que lentamente comece a se decompor e se tornar parte do fundo do mar. Pesquisas encontraram resíduos da década de 1950!

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O novo método de mapeamento mede a concentração de microplásticos oceânicos em todo o mundo, coletando dados de oito microssatélites, parte do sistema global de navegação por satélite do ciclone (CYGNSS). Os sinais de rádio dos satélites GPS refletem na superfície do oceano e os satélites CYGNSS detectam esses reflexos.

Esses sinais são pegos para medir a rugosidade da superfície do oceano. Os cálculos, geralmente usados para derivar as velocidades do vento oceânico, também revelam a presença de plástico. Quando há plástico ou outros detritos perto da superfície do oceano, as ondas são amortecidas e a superfície do mar fica menos acidentada.

A animação mostra a localização e a concentração de plásticos flutuantes entre abril de 2017 e setembro de 2018. Os dados revelam variações sazonais na concentração de microplásticos, onde parece ser maior no verão e menor no inverno. Isso provavelmente se deve a uma mistura mais vertical do oceano quando as temperaturas são mais amenas.

*Via Designboom

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