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Memória coletiva ameaçada: museus se mobilizam contra Trump

Várias instituições de arte e história se pronunciaram contra a declaração de bombardeio feita por Donald Trump

 (Reprodução/Casa.com.br)

O ano mal começou e alguns já comparam a tensão internacional entre Estados Unidos e Irã como uma segunda Guerra Fria. As ameaças de bombardeio do presidente Donald Trump, preocupam as organizações humanitárias em vários sentidos, sendo que o principal deles é, obviamente, o risco aos civis e as mortes que um ataque causaria. A destruição da guerra, porém, também significa perdas materiais, as quais, no caso do Irã, incluem alguns dos principais patrimônios arquitetônicos e artísticos do mundo.

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Em uma declaração conjunta via Twitter, os diretores e gestores do Metropolitan Museum of Art (o MET, de Nova York) disseram: “mirar ataques a sítios de herança cultural global é abominável para os valores coletivos de nossa sociedade. Nosso mundo sabe precisamente o que ganhou ao proteger esses locais e, tragicamente, o que ele perdeu quando a destruição e o caos prevaleceram. Nesse momento de dificuldade, nós devemos nos lembrar da importância global de proteger sítios culturais – os objetos e locais nos quais indivíduos, comunidades e nações se conectam com sua história e herança”.

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A Associação de Diretores de Museus de Arte (AAMD) – que representa 225 museus nos Estados Unidos, Canadá e México – também soltou uma declaração. “A região (que está entre os alvos) abriga artefatos e sítios arqueológicos únicos e insubstituíveis, e a AAMD apela por engajamento internacional para a preservação de nossa herança cultural compartilhada”. Ela foi endossada pelo Instituto de Arqueologia da América, o qual pediu que o presidente e o Departamento de Defesa “protejam civis e o patrimônio cultural iraniano”.

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O Irã possui 24 locais tombados como patrimônio de humanidade pela UNESCO. Dentre eles estão: Pasárgada, cidade que foi o berço do Império Persa; Persépolis, construída pelo rei do Império Aquemênida no ano 518; e a belíssima Grande Mesquita de Isfahan, a mais antiga mesquita congregacional do Irã.

 (Reprodução/Casa.com.br)

Como colocou o Conselho Internacional de Museus e o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, o patrimônio ali presente é “de extrema importância cultural e natural – não apenas para os iranianos, mas para a humanidade e sua memória coletiva”.

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