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Tem um Garibaldo no terraço do Met em Nova York!

A obra de Alex da Corte faz referência à versão brasileira de Vila Sésamo e propõe aos visitantes uma pausa e reflexão

 (Anna-Marie Kellen/Designboom)

Para a comissão Roof Garden do Metropolitan Museum of Art (Met) deste ano, o artista americano Alex da Corte criou uma escultura cinética de 8 metros de altura intitulada “as long as the sun lasts” (“enquanto o Sol durar”, em português).

A obra, que ficará em exibição até 31 de outubro de 2021, apresenta a estética moderna dos móbiles de Alexandre Calder, ao mesmo tempo em que incorpora o amado personagem de Vila Sésamo, o pássaro grande Garibaldo.

 (Anna-Marie Kellen/Designboom)

“O trabalho ousado de Alex da Corte para o jardim no telhado oscila entre a alegria e a melancolia e traz uma mensagem lúdica de otimismo e reflexão”, explica Max Hollein, diretor do museu. “A instalação, que o artista iniciou no momento em que a pandemia estava tomando conta, nos convida a olhar através de lentes familiares, populares e modernas para nossa própria condição em uma paisagem emocional transformada”.

 (Anna-Marie Kellen/Designboom)

Localizado no “Iris and B. Gerald Cantor Roof Garden”, uma área do telhado, a escultura gira suavemente de acordo com o vento, encorajando os visitantes a fazer uma pausa e refletir. “Somos lembrados de que a estabilidade é uma ilusão, mas, em última análise, o que vemos é uma declaração de crença no potencial de transformação”, continua Hollein. 

Intitulado “as long as the sun lasts”, um nome derivado de uma coleção de contos caprichosos do autor italiano Italo Calvino sobre o potencial de novas explorações, a obra é composta por uma base com três peças interligadas e um componente móvel que oscila e gira suavemente com o vento.

 (Hyla Skopitz/Designboom)

Suspenso próximo ao topo da escultura e coberto por cerca de 7.000 penas de alumínio cortadas a laser, um grande pássaro é encontrado empoleirado em uma lua crescente com uma escada na mão – sugerindo a possibilidade de passagem de volta à terra ou para longe. 

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Sentado sozinho olhando para o horizonte de Nova York, ele tem uma disposição introspectiva e melancólica enfatizada pela decisão de representar o personagem em azul em vez de amarelo. Esta cor faz referência à versão brasileira de Vila Sésamo, observada por Alex da Corte enquanto crescia na Venezuela, onde o Garibaldo também era azul.

 (Hyla Skopitz/Designboom)

O trabalho evoca simultaneamente a vivacidade e a imprevisibilidade da prática de Calder, ao mesmo tempo em que enfatiza a inventividade DIY ao moldar a base da peça em linguagem modular. A peça foi concebida pelo artista em consulta com Sheena Wagstaff, Leonard A. Lauder e Shanay Jhaveri.

 (Hyla Skopitz/Designboom)

“Ao explorar ícones da arte e da cultura popular de nossa consciência coletiva, Alex da Corte criou um novo tipo de monumento com esta comissão”, diz Sheena Wagstaff. “Jogado entre a terra e o céu por meio do intercessor benigno de um grande pássaro antropomórfico, nos é oferecida a possibilidade divina da inocência e do jogo como um poder redentor que é espirituoso, absurdo e mortalmente sério”. 

 (Anna-Marie Kellen/Designboom)

A obra é a nona em uma série de encomendas para o espaço ao ar livre, seguindo o trabalho de, entre outros, Pierre Huyghe e Cornelia Parker.

 (Hyla Skopitz/Designboom)

 (Hyla Skopitz/Designboom)

* Via Designboom

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