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Cozinhas: integrar ou não?

A arquiteta Cristiane Schivaoni dá algumas dicas para não errar na hora de elaborar o seu projeto

Por Redação
Atualizado em 30 Maio 2023, 21h47 - Publicado em 20 Maio 2023, 19h00
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Projeto de Studio Moby Dick. (Nathalie Artaxo/Casa.com.br)

Faz um tempo que as cozinhas integradas se tornaram uma tendência nos projetos de arquitetura e decoração. Seja na internet, nas páginas de revista ou nos programas de televisão, o fato é que elas são uma verdadeira sensação. E não é para menos: o layout valoriza um ambiente que, por muito tempo, não recebeu a devida atenção.

A integração traz consigo a possibilidade de todos os moradores compartilharem as refeições juntos na bancada, como também abre mais fluidez ou para resolver questões como apartamentos mais compactos. É uma escolha que se adequa aos mais diferentes perfis de moradores, suas predileções e modo de vida.

Cozinha integrada com bancada de pedra branca e armários brancos
Projeto de Cristiane Schiavoni (Carlos Piratininga/Casa.com.br)

“Todos esses fatores despertam o desejo de conviver dentro desse formato. Mas sempre argumento que a decisão não deve acontecer sem uma análise prévia sobre o que precisa ser considerado para realizar (ou não) a integração”, analisa a arquiteta Cristiane Schiavoni, à frente do escritório que leva seu nome.

Para contribuir com aqueles que agora passam por essa hesitação, ela relaciona algumas reflexões que ajudam a tomar uma decisão pautada nas características que serão benéficas para o dia a dia do imóvel. Confira:

O ponto de partida

Cozinha integrada com estar; mesa preta; cadeiras em couro marrom
Projeto do Studio Livia Amendola (Produção visual: Estudio Cabe/Fotos: Raiana Medina/Casa.com.br)

A integração dos cômodos implica em abrir o leque para as interações sociais que acontecem entre as pessoas que habitam a casa, como também por aqueles que os visitam.

Segundo Cristiane, o ponto inicial está ligado com esse anseio de tornar a cozinha um novo espaço de convivência, aos moldes do que fazíamos na sala de estar.

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“Gosto sempre de ressaltar para meus clientes que não existe um certo ou errado nessa escolha. A vontade compartilhada por eles é considerada de acordo com o estudo de viabilidade que realizamos para o projeto”, detalha.

Cozinhas integradas

Cozinha integrada com sala de jantar e estar
Projeto de 23 SUL ARQUITETURA (Landhi/Reprodução)

Uma cozinha aberta, porém, vem acompanhada por outras questões que precisam ser resolvidas, como a inconveniente a emissão de odores e gorduras que acontecem durante a cocção.

Para não fazer feio com os móveis e itens decorativos das salas de jantar e estar, coifas e depuradores são capazes para efetuar, com eficiência, a sucção dos cheiros que podem se espalhar por toda casa.

Cozinha de conceito aberto com bancada branca e armários em verde menta
Projeto de Ana Toscano (Júlia Ribeiro/Casa.com.br)

No que diz respeito ao décor, o olhar preciso do profissional de arquitetura é fundamental. Nessa conexão entre a cozinha com a sala de estar/jantar, a composição do mobiliários, como dos acabamentos, precisam passar a ideia de fluidez e continuidade.

“E nessa lista eu também incluo os eletrodomésticos, que formam o visual completo do cômodo”, menciona Cristiane.

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Cozinha integrada com bancada branca e paleta cinza
Projeto de Cristiane Schiavoni (Carlos Piratininga/Casa.com.br)

Passando para iluminação, o equilíbrio deve reinar nas definições. Ao passo que a intenção também seja de proporcionar um ambiente mais intimista aos visitantes, a luz perfeita para os trabalhos não pode deixar de marcar presença.

“Uma saída que gosto muito é optar por duas propostas específicas e complementares. Acima da bancada da ilha, a instalação de pendentes é muito bem-vindo”, orienta a arquiteta.

Sala de jantar com mesa redonda e cadeiras de assento preto
O projeto do escritório Cores Arquitetura em parceria com Carolina Brandes (Tiago Morena, do Sambacine/Casa.com.br)

Para muitos, a atmosfera de um ambiente gourmet é alcançada com as ilhas de cozinha, que geralmente delimitam o final do ambiente e o início do próximo.

Em um espaço previsto para a possível instalação da pia e cooktop – para tanto, o projeto deve prever o reposicionamento dessa infraestrutura –, as banquetas tornam-se as poltronas que acolhem moradores e convidados.

Sala integrada com cozinha; mesa de jantar em madeira; luminária; estante branca com nichos
Projeto de Eliane Ventura (Renata D'Almeida/Casa.com.br)

“Sem contar que a parte interna dela é perfeita para ocultar o que não necessariamente precisa estar visível para todos”, relata a profissional.

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Polivalência

 

Entre as tantas perspectivas para a realização de uma cozinha integrada, Cristiane também considera a rotina da casa.

“Para aqueles que usam diariamente o ambiente e que precisam ficar atentos à movimentação do filhos, essa proximidade traz tranquilidade ao pais e mães que realizam mais de um atividade simultaneamente. Sei muito bem como é isso”.

Cozinhas não integradas

Cozinha com armários e eletrodomésticos escuros
Projeto do Estúdio Maré (Landhi/Reprodução)

Por outro lado, os moradores podem não ter o costume de abrir a cozinha para acolher os convidados, não sentirem a necessidade de interagir enquanto preparam as refeições ou mesmo de não ter o hábito frequente de realizar refeições em casa.

Esses são alguns do motivos que fazem da cozinha separada da área social a melhor opção. O segredo da funcionalidade, além de ter em mente as necessidades do morador, é pensar em possibilidades.

Quando o proprietário do imóvel expressa a vontade de ter uma área mais técnica, para deixar as louças para o dia seguinte, por exemplo, a cozinha separada é a resposta. E por não necessitar de tanto espaço, ela salienta a viabilidade de diminuir o ambiente para ampliar a sala de estar.

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Integração parcial

Mas e quando a saída certa não é a integração ou a separação completa? A arquiteta ainda elenca a perspectiva de uma conexão parcial, que pode ligar apenas um cômodo, ou de inserir duas integrações independentes, quando a planta baixa permite.

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