Projeto propõe uso de garrafas recicladas em fachada de escola mexicana

Com forma de onda do mar, a fachada é um lembrete de onde vêm estas garrafas e um apelo à conscientização ambiental

Por Yara Guerra Atualizado em 17 fev 2020, 15h54 - Publicado em 20 ago 2019, 15h38
Divulgação/Casa.com.br

Como parte de um projeto conceitual intitulado New Wave (em português, “Nova Onda”), o escritório Ulf Mejergren Architects (UMA) propôs o uso de garrafas plásticas recicladas provenientes do oceano para a construção de uma escola de arte no México.

Com o projeto, a equipe de design pretende dar um exemplo positivo à comunidade local e mostrar o que pode ser alcançado com a reciclagem dos objetos – o México gera, atualmente, meio milhão de toneladas de resíduos plásticos que acabam no mar a cada ano.

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As ondas expressivas planejadas pelo UMA têm como objetivo incitar a curiosidade dos transeuntes e oferecer um ambiente inspirador para as crianças prosperarem, ao mesmo tempo em que servem como um lembrete de onde as garrafas são extraídas.

O sistema é composto de garrafas de plástico perfuradas através de vergalhões que são erguidos em uma trincheira de concreto, o que lembra uma cerca alta durante sua primeira fase de construção.

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Os frascos de plástico com orifícios no fundo são perfurados em cada vergalhão e, em seguida, estes são dobrados na posição desejada para formar ondas.

Cada unidade reforçada pode acomodar uma camada extra de garrafas de cada lado, fechando a onda. Aquelas próximas ao solo são preenchidas com cimento ou areia para garantir a estabilidade, enquanto cada vergalhão é preso a uma parede ou uma laje.

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As garrafas são pintadas em um degradê de azul, ciano e branco. As ondas, por sua vez, são mais do que um simples pano de fundo, pois fornecem também abrigo contra chuva e sol, podendo ser usadas como assentos e mesas.

Ao criar uma forma tão literal, o projeto visa, essencialmente, destacar como o plástico está danificando nosso ecossistema marinho e como ele pode ser usado e reciclado na arquitetura.

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