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Jovem vence feira de ciências do Google por remover microplásticos do mar

O projeto, que usa ferrofluidos e ímãs no processo, surgiu da preocupação do garoto com a poluição das águas marinhas

 (Divulgação/Casa.com.br)

Fion Ferreira, um adolescente irlandês, venceu a Google Science Fair de 2019 com um projeto que foca em retirar microplásticos da água. Tecnológico e sustentável, o projeto – que se chama “an investigation into the removal of microplastics from water using ferrofluids” – é uma nova maneira de filtrar a água usando ímãs.

O projeto usa ferrofluido para a extração dos microplásticos, um líquido magnético atóxico que consiste em óleo e magnetita (óxido de ferro em pó). Na água, a substância atrai os microplásticos por causa das propriedades não polares de ambos.

Ferreira fez análises do método de extração em 10 tipos diferentes de microplásticos, medindo a concentração do material antes e depois, usando um espectômetro construído em casa e um microscópio.

 (Divulgação/Casa.com.br)

Em sua submissão, ele explicou que a quantidade de plástico removida através de seu método era maior que 85%, com exceção do polipropileno, que teve uma redução média de 80%.

Ele acrescentou ainda que a abordagem seria mais eficaz para uso no tratamento de águas residuais urbanas, nas quais mais de 55% dos plásticos são provenientes de máquinas de lavar e roupas.

“Eu moro perto da costa e tenho me tornado cada vez mais consciente da poluição plástica dos oceanos”, afirmou Ferriera em sua proposta de projeto.

“Fiquei alarmado ao descobrir quantos microplásticos entram no nosso sistema de águas residuais e, consequentemente, nos oceanos. Isso me inspirou a tentar descobrir uma maneira de tentar removê-los das águas antes que eles chegassem ao mar”, disse ele.

O método do irlandês foi inspirado em um artigo escrito por Arden Warner, no qual ele usou óxido de ferro não tóxico (magnetita) para limpar derramamentos de óleo. Ele usou o mesmo método na extração de microplásticos, adicionando óleo a uma suspensão que continha uma concentração esperada do material.

O plástico então migrou para a fase de óleo e, depois, pó de magnetita foi adicionado, removendo o microplástico resultante que continha ferro-fluido através do uso de ímãs fortes.

Atualmente, não há rastreio ou filtragem de microplásticos em qualquer centro europeu de tratamento de águas residuais.

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