Coronavírus afeta a construção e a arquitetura na China

As quarentenas, as viagens canceladas e as fronteiras fechadas comprometeram os projetos futuros e em andamento

Por Ana Carolina Harada Atualizado em 19 mar 2020, 15h47 - Publicado em 28 fev 2020, 10h41
Reprodução/Casa.com.br

Com o primeiro caso confirmado no Brasil e a Itália cancelando seus eventos de decoração e design, as discussões acerca do coronavírus começam a tomar outras proporções, incluindo repercussões no médio/longo prazo. Até mesmo o universo da arquitetura já sente os impactos. Um escritório de Los Angeles perdeu totalmente o contato com um de seus funcionários na China, que estava trabalhando na região de Wuhan.

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“Isso afetou o escritório e o trabalho que estávamos realizando porque ele estava encarregado de um projeto pequeno, mas importante, que agora desacelerou e pode ser suspenso”, disse o diretor a Architectural Digest. “O mais importante para nós é a segurança de nosso funcionário, por isso mantemos contato para garantir que ele e sua família estejam bem”.

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Esse é um de muitos casos de empresas que vivenciam as consequências do coronavírus. Cidades em quarentena fizeram com que projetos em andamento fossem interrompidos – segundo uma reportagem do New York Times, cerca de 10% da população agora está limitada à frequência com que podem deixar suas casas, isso sem mencionar as viagens aéreas interrompidas e regiões aduaneiras fechadas.

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Sem trabalhadores ou materiais, o setor de construção da maior e mais pungente economia do mundo corre risco de desacelerar e comprometer uma cadeira inteira de funcionários – de operários até designers no mundo todo. Isso ocorre porque a construção lida com prazos e cronogramas mais longos do que outros setores. Ainda é cedo demais para saber quão graves e duradouros serão os efeitos.

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“Nesta fase, a situação afeta principalmente as conveniências das pessoas que vivem na China. Não está claro como isso afetará os projetos de construção de maneira macro”, disse a MAD Architects, que tem escritórios em Pequim e Los Angeles. Porém, a arquitetura não é nem de longe a maior preocupação de quem está na China agora. As famílias confinadas, estão ali tentando se manter a salvo e também lidar com os problemas econômicos.

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