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Tudo sobre a decoração de Round 6

Quem não está fissurado na nova série da Netflix? Entenda todo o planejamento por trás das cenas

 (Reprodução/Netflix)

Desde seu lançamento, Round 6 chama atenção de todos que navegam pelo catálogo da Netflix à procura de um entretenimento cativante. A série, que é muito bem produzida, está sendo assistida em uma sentada no sofá ou com pausas para respirar e aliviar a tensão, muito presente nos episódios.

E não é apenas a ação e um certo mistério que causa isso, a história e as cenas bem construídas elevam a experiência.

 (Reprodução/Netflix)

Se você ainda não assistiu, pare por aqui, pois não queremos te dar spoiler!

Os cenários foram criados para parecerem fofos e meigos, despertando nostalgia. As referências dos designs de Round 6 vão desde os trabalhos de ilusão óptica de M.C. Escher até os parques infantis reais.

 (Reprodução/Netflix)

Os espaços limpos, minimalistas, friamente ordenados e coloridos – em tons que lembram decoração infantil – surgem como um contraste da forma como esses tipos de jogos normalmente seriam representados. Afinal, é difícil um ambiente ser amigável meio a atrocidades. Eles costumam ser horripilantes e com elementos que indicam seu propósito.

 (Reprodução/Netflix)

O enredo da série se passa nos dias atuais na Coreia do Sul e retrata uma competição que coloca 456 pessoas, sem sorte e com dívidas, umas contra as outras em uma sequência de jogos infantis mortais. Cabo de guerra e batatinha frita 1,2,3 são alguns que conhecemos e que também fazem parte da cultura coreana. A boneca gigante de olhos mortais virou um fenômeno!

 (Reprodução/Netflix)

Qual o objetivo de competir até a morte? Ganhar um prêmio final de 45,6 bilhões de won, um pouco mais de 200 milhões de reais.

Por trás dos cenários

 

 (Reprodução/Giphy)

Segundo o diretor da série, Hwang Dong-Hyuk, muitas das arenas dos jogos foram montadas do zero – com o uso de imagens geradas por um computador (CGI) – e até projetaram versões superdimensionadas de playgrounds, fazendo com que os atores vivenciem os espaços como se fossem crianças pequenas.

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“Achei que esse tipo de ambiente pode dar mais sentido de realidade ao desempenho dos atores” – disse Hwang em uma entrevista à Netflix.

 (Reprodução/Netflix)

Um conjunto mais elaborado foi criado para o quarto jogo, chamado Marbles – aquele que você chora horrores -, que acontece em uma recriação de um tradicional bairro coreano.

“Colocamos o máximo esforço nesse set. Demorou muito e nossa principal preocupação era como exibir o pôr do sol. Achamos que deveria ser um cenário na fronteira do falso com o real”, contou a diretora de arte Chae Kyoung-Sun.

 (Architizer/Reprodução)

Mais do que apresentar um trabalho bem feito e merecedor de reconhecimento mundial, os designs de Round 6 foram cuidadosamente calculados para evocar sentimentos reais nos atores, reproduzidos em seus papéis.

A ponte de vidro usada para o quinto jogo foi feita de vidro real e, embora tivesse 1,5 m de altura, diferente do show, os atores se comportaram como se fosse um abismo. A mesma técnica foi utilizada para o cabo de guerra.

 (Steal The Look/Reprodução)

“O vidro os deixou nervosos. Acho que conseguimos expressar a rigidez e o medo no corpo”, afirmou Hwang. O planejamento dos cenário de Round 6 é cuidadosamente amarrado no último episódio, com o jogo final ocorrendo na mesma arena do primeiro.

 (IGN Brasil/Reprodução)

“O primeiro e o último jogo são disputados no mesmo local. Nós nos concentramos nos sentimentos de conto de fadas e elementos estranhos do lugar. Foi assim que terminamos a competição”, explica a Chae.

A escada

 

 (Reprodução/Netflix)

Além das arenas, a diretora de arte também criou as áreas onde os jogadores esperavam o próximo desafio.

 (Reprodução/Pinterest)

A escada surrealista em forma de labirinto – semelhante à obra Relatividade de M.C. Escher -,  pintada em tons lúdicos de amarelo pastel e rosa, era o caminho para chegar até os jogos.

 (Reprodução/Giphy)

Ao contrário dos padrões de arquitetura que estamos acostumados, os labirintos são espaços que confundem e desorientam, causando incerteza.

Dormitório

 

 (Reprodução/Netflix)

Um vasto ambiente cheio de beliches foi construído para ter a sensação de um depósito. “Como a sociedade moderna é uma competição constante para subir, pensamos em retratar isso no design das camas”, declara a diretora.

A partir desse conceito, os participantes deixam de ser pessoas e se tornam objetos empilhados em prateleiras.

Outras referências artísticas:

 

 (Reprodução/Wikimedia Commons)

The Scream – Edvard Munch 

1893

 (Reprodução/Giphy)

É impossível não lembrar desse momento, quando os jogadores e telespectadores percebem que o jogo é muito diferente do que pensavam.

 (The Rake/Reprodução)

Rothschild party – Marie-Hélène de Rothschild 

1972

 (The Guardian/Reprodução)

A famosa festa com tema surrealista da baronesa Marie-Hélène contou com fantasias e decorações extravagantes. Em Round 6, as máscaras similares as de Rothschild tinha como propósito esconder a identidade dos VIP’s.

 (Brooklyn Museum/Reprodução)

The Dinner Party – Judy Chicago 

1974

 (California 18/Reprodução)

A instalação The Dinner Party é um marco na arte feminista dos anos 1970. A obra apresenta um grande banquete cerimonial com uma mesa triangular e 39 talheres. O objetivo era comemorar cada mulher importante da história.

Na série, um cenário parecido foi utilizado na última refeição dos participantes, que também pode ser considerado como o sétimo jogo – já que são entregues facas para que alguém seja eliminado durante a noite.

*Via Dezeen e @instacinefilos

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