Tradições se renovam no casamento

Buquê, bem-casados, champanhe, os clássicos símbolos dessa festa estão aqui. E convivem perfeitamente com um serviço menos formal.

Por Redação Atualizado em 14 dez 2016, 12h55 - Publicado em 20 nov 2006, 18h31

Exatos quinze dias antes da data marcada, a banqueteira paulista Cláudia Antunes foi procurada pelos noivos. Ele, que se casava pela terceira vez, pensava em um almoço discreto para os parentes e amigos mais chegados e queria seus pratos prediletos incluídos no cardápio. Ela, estreante no assunto, estava disposta a inovar: quem sabe um buquê pink? Por outro lado, não abria mão de certas tradições. Cláudia preparou uma pequena recepção para cinqüenta convidados que deixou felizes o noivo e a noiva. “Na apresentação, foi uma festa convencional. Os pratos escolhidos, o serviço americano, os tons que vestiam a noiva eram originais. Num momento especial como esse, é importante que os dois fiquem satisfeitos”, ela diz.

Ao meio-dia, na sala de estar decorada com lírios brancos, aconteceu a cerimônia civil, reunindo só o juiz, pais e padrinhos. Nessa hora, avisa Cláudia, não há espaço para quebrar regras. “É gafe servir bebidas alcoólicas. Antes, água e sucos são liberados, mas enquanto o juiz celebra o casamento deve-se interromper o serviço.” A partir das 13h30, com a chegada dos convidados, os garçons – um para cada dez pessoas – ofereceram o coquetel por uma hora, nenhum minuto a mais. “Como o almoço é servido mais tarde, os aperitivos são importantes, mas não podem se estender por muito tempo para não estragarem o apetite”, ensina Cláudia. Às 14h30, as travessas chegaram à mesa. No cardápio, pernil de javali ao molho de mostarda, escolha do noivo.

Foi na casa da mãe do noivo que tudo aconteceu. Apesar de espaçosa, não comportaria um almoço de lugares sentados sem algumas alterações na decoração. “A família preferiu não tirar um móvel do lugar, pois o ambiente é repleto de objetos queridos e recordações especiais”, conta Cláudia, que optou então pelo serviço americano. As comidas foram dispostas no bufê, em belas baixelas de prata. Outro aparador acomodou a pilha de pratos, talheres de prata e guardanapos de linho. Nesse capítulo, Cláudia usa um truque: arruma as peças de modo que possam ser retiradas uma a uma, sem causar desordem. As sobremesas, mantidas na cozinha, foram trazidas em seguida.

O melhor da festa ficou para o final: bolo de nozes feito pela dona da casa – receita de família guardada a sete chaves -, na companhia de balas de ovos e delicados bem-casados. “Todas as etapas foram servidas à americana, exceto o café, trazido pelos garçons. Foi uma opção minha, mas até o cafezinho poderia ser colocado no bufê”, diz Cláudia. O dia ensolarado e quente permitiu que uma parte dos convidados se acomodasse em mesas no jardim, também decoradas com arranjos de lírios. Mas a banqueteira ensina que não é bom contar com a boa vontade de São Pedro. “O certo é convidar um número de pessoas que caiba confortavelmente dentro de casa. Assim, se chover, a festa continua.”

 

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Cardápio:

Aperitivo: fois gras, ovas, salmão e salgadinhos assados.

Almoço: pernil de javali com mostarda, vitela com alecrim, mezzaluna de mozarela de búfala, torta de queijo brie, arroz e saladas.

Sobremesa: frutas e tortas de sorvete, de chocolate e de limão.

Despedida: bolo de nozes, bem-casados, balas de ovos e café.

 

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