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O design, conceito e tecnologia de High Road, o novo álbum da Kesha

O designer Brian Roettinger firmou uma colaboração contínua da direção de arte dessa nova era da cantora e promete algo surpreendentemente diferente!

 (Reprodução/Casa.com.br)

VAI TER KESHA NO CASA.COM.BR SIM! (Por que choras Dr. Luke?). E já adianto: não será uma matéria imparcial, mas terá conteúdo, isso eu garanto!

A cantora norte-americana Kesha lançou no começo deste ano, o seu 4º álbum de estúdio, o High Road. E nada na concepção deste trabalho é por acaso. Como capa do disco, a cantora apresenta uma vela derretida de seu próprio busto. Por trás da criação visual e artística, está o designer gráfico Brian Roettinger, que firmou a colaboração contínua da direção de arte dessa nova era.

“O que eu mais gostei ao criar este álbum é que tudo é abordado como uma metáfora. Portanto, são distorções da realidade, de forma psicodélica e abstrata”, explica Roettinger.

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A vela, que representa a Kesha derretida, simboliza uma metamorfose, segundo o designer, sobre tudo o que a cantora vem passando na indústria musical. “Nós a escaneamos em 3D e, a partir daí, criamos um molde e fizemos velas de cabeça. Isso se tornou a iconografia do álbum. É uma foto dela, mas não é realmente uma foto dela. É como uma versão dela. Quando você pensa em um busto em um museu ou galeria, parece que é uma coisa que representa permanência, como objetos eternos. Ao transformar esse objeto em uma vela, isso contrasta”.

Para quem não acompanha – infelizmente – o caso da cantora, vale lembrar: em 2014, Kesha processou seu produtor, Dr. Luke, acusando-o de estupro e tentando ser libertada de seu contrato com ele, que respondeu, acusando-a de difamação (parece mesmo que as mulheres são sempre as culpadas quando abusadas. Até quando?). Desde então, estão em um processo judicial sem fim (isso te faz lembrar de algo? Machismo, por que existes?).

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Em 2017, Kesha lançou um álbum (o Rainbow) retratando toda sua luta, depressão, reeducação alimentar, quebra de padrões estéticos e a busca pelo significado da vida. Neste novo CD, a cantora resgata suas raízes festeiras, redescobrindo a alegria na música, sem esquecer de toda a dor que passou. “Sinto que tive que resolver algumas coisas muito sérias, e agora, desta vez, recuperei meu amor pela vida. Decidi lutar pelo meu direito de festejar!”, disse Kesha em comunicado a Rolling Stone.

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As velas também estão disponíveis como mercadoria para os fãs comprarem junto com o disco. “As pessoas podem queimar suas próprias velas e fotografá-las, e há a versão da capa do álbum”, explicou o designer.

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Além da arte da capa, Brian criou para a performance ao vivo da Kesha no American Music Awards um conjunto de vitrais de igreja, que parecem entortar e derreter, criando uma poça de cores brilhantes, como ácido. Uma moldura de madeira moída forma a base do conjunto, que foi pulverizada com espuma e depois polida antes de ser pintada e revestida com resina.

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“É quase como se esta igreja estivesse derretendo ou chorando, qualquer uma delas, depende de como está acesa”, explica.

Mas não acaba por aí. Roettinger está colaborando com Kesha nos sets de sua próxima turnê mundial. “Tudo o que sei é que será muito diferente de tudo o que ela já fez”, finaliza.

Bitch, I’m blessed!

Fonte: Dezeen/Rolling Stone

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