Centro comunitário é desenvolvido junto aos moradores de Camburi

O escritório de arquitetura CRU!, junto à comunidade, planejou e construiu o centro social a partir do uso de bambu

Por Yara Guerra Atualizado em 17 fev 2020, 15h48 - Publicado em 2 out 2019, 17h58
Nelson Kon/Divulgação

Construído com bambu de origem local, este complexo no litoral paulista serve como ponto focal de uma comunidade costeira. Concebido como uma iniciativa social, o projeto foi desenvolvido juntamente com os moradores da comunidade de baixa renda de Camburi – uma vila localizada perto da cidade de Ubatuba.

Enquanto o escritório de arquitetura CRU! ofereceu assistência técnica e financeira à comunidade, esta última foi responsável pelo planejamento do centro e pela distribuição de tarefas dentro da aldeia.

Nelson Kon/Divulgação

Desde o início, a associação local desejava um centro comunitário que servisse como um espaço para a realização de uma série de eventos, incluindo reuniões e atividades escolares.

Enquanto isso, a requisição pedia várias salas separadas para acomodar as aulas, além de uma estrutura integrada à paisagem, que formaria um novo ponto de encontro para a cidade.

Nelson Kon/Divulgação

Localizado a 50 m da praia, o centro é voltado ao oceano, a fim de capturar a brisa do mar. “Elevando o teto suficientemente alto e evitando que paredes perpendiculares bloqueiem o fluxo de ar no interior do edifício, a ventilação é ideal”, explica o escritório.

“Em condições quentes e úmidas, velocidades mais altas do vento têm um efeito positivo no bem-estar fisiológico e psicológico”, diz a equipe.

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Nelson Kon/Divulgação

Os arquitetos também dizem que a força do vento teve um grande impacto no design. “Para ter um wind-bracing adequado, a triangulação da construção precisava ser bem estudada e executada”, contam.

“Elevar um edifício com wind-bracing design apenas no final pode ter consequências prejudiciais durante tempestades (frequentes). O uso de quatro colunas, com o apoio cruzado de ambas as treliças laterais, provou ser suficiente para atuar como wind-bracing“.

Nelson Kon/Divulgação

O projeto, que se iniciou em 2004, ainda está em andamento. Os arquitetos continuam a trabalhar em estreita colaboração com a comunidade para desenvolver suas habilidades de construção.

O local agora abriga uma sala de informática, biblioteca, pré-escola, sala de armazenamento de pranchas de surf, escritório e até uma padaria comunitária.

Confira mais fotos abaixo:

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