As formas curvas do design e da arquitetura de Diego Revollo

Da arquitetura ao design de produto, três projetos assinados por Diego Revollo que aplicam essa tendência

Por Editora Olhares / Janela Atualizado em 17 fev 2020, 15h36 - Publicado em 5 fev 2020, 14h00
Reprodução/Olhares.news

O arquiteto Diego Revollo vem de uma escola que valoriza as linhas retas. De dois anos para cá, porém, o interesse pelas formas curvas veio à tona e ele começou a adotá-las em seus trabalhos, assim como percebeu uma tendência nesse modelo. “Identifico como um art déco revisitado”, afirma. Nesta matéria, ele apresenta dois apartamentos, que exploram essa temática, tanto na configuração dos móveis como na da arquitetura. Convidado por uma empresa de marcenaria a desenhar peças para seu novo showroom, o arquiteto criou armários, gaveteiros e puxadores de cantos arredondados.

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Olhares: Por que você acredita que as curvas estão se sobrepondo à ditadura das linhas retas?

Diego: Acho que essa é uma tendência que não veio só pela estética, mas reflete o momento em que estamos vivendo: o de quebrar a rigidez. Espaços fluidos e curvos deixam a atmosfera mais leve, e o layout e a alvenaria podem contribuir para isso. Quando eu comecei a trabalhar com design de interiores, a regra de distribuição dos móveis era a ortogonal: um ou mais sofás, poltronas e uma mesa de centro enorme. Hoje já mudamos isso e incluímos modelos menores, há arranjos mais leves e informais para estimular a conversa. Se você reparar até as camas hoje aparecem mais desarrumadas, o milimetricamente perfeito vem perdendo espaço e as pessoas suavizaram a maneira de morar.

Olhares: Os clientes vêm com essa demanda?

Diego: Alguns, sim, mas o importante é não pasteurizar, não quero usar a mesma fórmula para todos. O profissional precisa levar em conta quem vive ali. Eu particularmente gosto de madeira preta e de tons escuros, não sou afeito a cores, mas minha personalidade precisa estar abaixo da do cliente. Qual é a graça se eu só fizer o que eu gosto? O novo projeto é sempre um exercício para um novo modelo.

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