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Arquitetos projetam vila para solucionar crise de habitação na África

Um concurso elegeu projeto que, a princípio, vai beneficiar uma família de 15 moradores

A Tanzânia sofre com a falta de moradias populares de boa qualidade: o déficit habitacional é de 3 milhões e a demanda anual é de 200 mil unidades. Mais de 70% dos habitantes moram em casas informais. Foi essa questão em mente que a Archstorming criou um desafio em busca de um esquema acessível e de qualidade que possa ser implementado não apenas na Tanzânia, mas também em outros países africanos.

A família Jorejick, que fica perto de Karatu, será a primeira a ser ajudada. Ela é formada por 19 pessoas, das quais 15 vivem juntas em cabanas, sem água potável ou eletricidade. Eles possuem uma infraestrutura precária, ambientes úmidos e pouco higiênicos e falta de alimentos nutritivos. Por causa disso, as doenças, especialmente em crianças, são constantes.

Assinado pelos arquitetos italianos Marianna Castellari e Giovanni Checcia de Ambosio, o projeto vencedor foi pensado para ser construído usando materiais locais, implementando o processo de construção com técnicas de autoconstrução e integrando a beleza de um design simples com soluções para melhorar a ventilação cruzada, controle térmico, sombreamento e coleta de água.

Em segundo lugar, ficou o projeto assinado por Marc Amigó Cañas, Gerardo Peregrín Arcas e Miguel De Rojas Dierssen, com o layout da casa centrado em torno de uma acácia presente no lote, criando um pátio que funciona como o coração da vila. Além disso, o espaço serve como uma articulação entre a cozinha e sala e os quartos.

Já a Generational House, feita por Evan Farley e Luis Gil, ficou em terceiro lugar. Ela foi projetada para criar espaços significativos para reunir e descansar. Sua localização e orientação no terreno foram cuidadosamente escolhidas em resposta aos padrões de circulação e às condições climáticas. A ideia foi proporcionar um lar confortável que esteja conectado ao seu contexto e, ao mesmo tempo, proporcionar privacidade aos seus residentes.

Os vencedores foram anunciados no começo de julho e foram escolhido por oito jurados de países diferentes. Detalhe: um deles faz parte da família a ser beneficiada e chama-se Paulo, o filho mais velho. O concurso contou com diversas inscrições, que podem ser vistas no site da Archstorming.

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