Elizabeth de Portzamparc é confirmada no UIA 2020 RIO

Arquiteta e urbanista franco-brasileira defende “abrigar a vida” como função primordial da arquitetura para viabilizar moradia social de qualidade

Por Marianna Gualter Atualizado em 17 fev 2020, 15h56 - Publicado em 8 ago 2019, 12h00
Arquiteta e urbanista Elizabeth de Portzamparc Leo Martins/Globo

Aclamada como uma das grandes expressões da arquitetura contemporânea, Elizabeth de Portzamparc está confirmada como palestrante e membro do Comitê de Honra do UIA 2020 RIO; o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, que ocorrerá em julho do próximo ano, no Rio de Janeiro.

Além da profissional, os nomes do burquinense Diébédo Francis Kéré e do paraguaio Solano Benítez já foram divulgados.

Musée de la Romanité de Nîmes, projetado por Elizabeth de Portzamparc Nicolas Borel/CASA CLAUDIA

Arquiteta e urbanista, Portzamparc desenvolve projetos contemplando planos sociais, urbanos e ecológicos, e valoriza a economia de formas e materiais nas execuções.

Carioca, a arquiteta mudou para a França aos 17 anos, onde iniciou a celebrada carreira internacional. Reconhecida por diversas instituições, foi vencedora do Future Heritage Award (2016), teve seu trabalho homenageado com medalhas do Senado Francês em duas ocasiões e é membro do Conselho Científico do Atelier International du Grand Paris.

Detalhe do Science Hall de Zhangjiang, projeto de Elizabeth de Portzamparc, em Shangai Divulgação/Casa.com.br

O Musée de la Romanité de Nîmes, na França, o Hotel Les Arènes, no Marrocos, e a remodelação da Marina da Glória, no Rio, figuram entre seus projetos mais conhecidos. Como urbanista, teve forte atuação em solo francês, onde reestruturou bairros como o Pointe de Trivaux, em Meudon-la-For, e projetou as 145 estações e o mobiliário urbano do Tramway de Bordeaux.

Hotel Les Arènes, no Marrocos, projetado por Elizabeth de Portzamparc Divulgação/Casa.com.br
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Portzamparc acredita que a arquitetura deve ultrapassar o enfoque puramente construtivo e formal. Em sua equipe, além de arquitetos, urbanistas e cenógrafos, também há cientistas políticos e sociólogos.

“Só podemos estudar modos de produzir o espaço quando temos vários campos do conhecimento para encontrar soluções. Falar de cidades é cada vez mais complexo, por causa da densidade e da rapidez das construções. Um enfoque mais abrangente traz propostas que correspondem às atualidades humanas, sociológicas e ecológicas”, afirma.

Tramway de Bordeaux Divulgação/Casa.com.br

A arquiteta comemora a escolha de sua cidade natal como sede do congresso e também a nomeação inédita do Rio como Capital Mundial da Arquitetura, designada pela Unesco.

“É um evento de grande porte, que junta pessoas de todo o mundo para trocar ideias sobre as problemáticas das cidades atuais e o que almejamos para as cidades do futuro. O Rio tem um acervo arquitetônico extraordinário e o título de Capital Mundial da Arquitetura é muito importante para chamar a atenção para a qualidade do patrimônio, a variedade cultural e as relações entre metrópole e natureza”, conta.

Projeto de remodelação da Marina da Gloria, por Elizabeth de Portzamparc Divulgação/Casa.com.br

Inédito no Brasil, o UIA 2020 RIO pretende transformar a capital carioca em epicentro do debate sobre o futuro das cidades do mundo. Sob o tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”, o evento ocorrerá entre os dias 19 e 23 de julho de 2020, com cerca de 15 mil pessoas esperadas.

Direcionado para arquitetos, urbanistas, estudantes, pensadores da cidade, agentes públicos e demais interessados, o UIA 2020 RIO é promovido pela União Internacional de Arquitetos (UIA) e conta com a organização do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). As inscrições estão disponíveis no site oficial.

Divulgação/Casa.com.br
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