Empresa transforma resíduos têxteis em acessórios feitos por ONGs

Os uniformes, que antes eram destinados ao lixo, agora entram em um processo de economia circular e se tornam peças ressignificadas

Por Yara Guerra Atualizado em 17 fev 2020, 15h47 - Publicado em 10 out 2019, 14h45
Divulgação/Casa.com.br

A GOCIL, uma empresa especializada em segurança e serviços, deu um passo em direção à sustentabilidade: desenvolveu o Reforme GOCIL, uma iniciativa capaz de transformar 24 toneladas de resíduos têxteis em acessórios feitos por ONGs.

Começando pela destinação dos resíduos e uniformes usados, com o propósito de impactar positivamente o meio ambiente e a sociedade, a empresa inseriu práticas sustentáveis em sua filosofia.

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A GOCIL passou, assim, a deixar de incinerar os uniformes usados e os resíduos que gerava. Firmou parcerias com ONGs e cooperativas, que transformam esse material em produtos e fazem sua comercialização, e criou, dessa forma, um ciclo de sustentabilidade 360º, que gera empregos e renda localmente.

Mulheres e homens de áreas carentes têm novas oportunidades de crescimento, através das ONGs e cooperativas envolvidas. Os produtos, por sua vez, são vendidos pelas entidades para diversos clientes – incluindo a própria GOCIL. E, assim, o ciclo se completa.

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Como funciona o ciclo?

Ao serem tirados os resíduos nas unidades da GOCIL, os logos e emblemas presentes nos uniformes são recortados e triturados. Os tecidos restantes são lavados e transformados em outras peças, como bolsas, carteiras, roupas para pets, estofo de edredom, cases para tablets etc.

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Os novos produtos são doados para casas de abrigo que cuidam de pessoas carentes, ou vendidos pelas entidades a clientes.

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O Projeto Reforme é baseado no conceito da economia circular e da triple bottom line, ou “Tripé da Sustentabilidade”, que foca justamente nos aspectos ambientais, sociais e econômicos.

“O tripé promove um desenvolvimento em cadeia, desde a geração de emprego e renda para a população, que participa do processo de reforma e transformação das peças, até à proteção ao meio ambiente e todo o ecossistema”, acredita Welder Peçanha, vice-presidente da GOCIL.

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Cinco ONGs participam do projeto, enquanto 300 pessoas são envolvidas em todo o processo de destinação, transformação e venda do material.

Ao todo, são 24 toneladas de uniformes reciclados por ano, o que resulta em 16 toneladas de lixo sólido que deixam de ir para o meio ambiente, anualmente.

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