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Na década de 1960, uma mulher descobriu o primeiro Coronavírus

Estudando uma amostra parecida com o vírus Influenza, June Hart identificou o primeiro Coronavírus, em 1965. Confira a trajetória da virologista:

 (Reprodução/Casa.com.br)

Nascida na Escócia, em 1930, June Hart estudou só até os 16 anos e trabalhou em um laboratório de histopatologia em Glasgow. Lá foi onde começaram seus estudo com tecidos doentes. Após se casar e passar a ter o sobrenome Almeida, June e o marido foram para o Canadá, onde a cientista passou a usar o microscópio eletrônico e desenvolveu novas técnicas e publicou vários trabalhos descrevendo as estruturas de vírus nunca vistas antes. Mas foi em Londres a grande descoberta.

 (Wikipedia/Casa.com.br)

June ficou conhecida por sua por suas habilidades com o microscópio e chamou a atenção de David Tyrrell, cientista que, junto de sua equipe, tentava analisar uma amostra nomeada de B814. Semelhante a um vírus comum, os métodos tradicionais de estudos falharam e por isso Tyrrell recorreu à Almeida.

 (Reprodução/Casa.com.br)

“Não tínhamos muita esperança, mas achamos que valia a pena tentar”, escreveu Tyrrell em seu livro ‘Cold Wars: The Fight Against the Common Cold‘. Mas a cientista não apenas encontrou e criou imagens claras do vírus, mas lembrou-se de ter visto dois deles semelhantes no início de sua pesquisa: um enquanto observava bronquite em galinhas e o segundo onde estudava inflamação hepática em camundongos.

Quando tentou publicar os artigos, os revisores recusaram, acreditando se tratar apenas de imagens de baixa qualidade do vírus Influenza. Com a nova amostra, June pode comprovar a existência de um novo vírus, o Corona.

June Almeida

June Almeida (Reprodução/Casa.com.br)

Apesar dessa grande descoberta, seu trabalho não se resume apenas a isso. June Almeida desenvolveu técnicas para descobrir o vírus usando anticorpos, que permitiu diagnosticar infecções virais e identificou a rubéola – doença que era conhecida como sarampo de 3 dias.

Sem seu trabalho pioneiro, a situação teria sido muito mais lenta ao lidar com o atual surto da Covid-19. Seu trabalho acelerou a compreensão do vírus. Antes de vir a falecer, em 2007, ela continuou a criar imagens de vírus e também co-publicou um documento para a Organização Mundial da Saúde, em 1979, intitulado ‘Manual para diagnóstico viral rápido de laboratório‘.

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