Heloisa Crocco cria painéis para a fachada de um prédio em Porto Alegre

Os brises desenvolvidos pela artista garantem um sombreado especial aos apartamentos e se destacam na paisagem urbana

Por Nádia Simonelli 25 set 2020, 11h12
Roberta Gewehr/Casa.com.br

A artista plástica gaúcha Heloisa Crocco coleciona em seu portfólio inúmeros projetos de arte e design, mas, agora, ela apresenta, pela primeira vez, junto com a Smart Arquitetura, um projeto de arquitetura autoral. Ela criou grandes painéis que fazem parte de um premiado edifício em Porto Alegre, o Iguaçu. O projeto é a maior obra em escala urbana da artista.

Quem passa pela Avenida Iguaçu, no bairro Petrópolis, já pode avistar a fachada que se destaca na paisagem pela junção de arquitetura e arte contemporânea. “Um edifício que fala dos valores atuais e reforça o nosso sotaque. Uma arquitetura desenvolvida com muita responsabilidade, como mensagem para as próximas gerações. Imaginamos que no futuro, haverá com certeza uma preocupação para preservá-la”, explica Márcio Carvalho, sócio fundador da Smart.

 

Roberta Gewehr/Casa.com.br

Os brises, criados por Heloisa, se destacam na fachada e remetem ao natural e ao ancestral. Além disso, as peças permitem registrar a passagem do tempo e das estações. Isso porque quando a luz incide sobre elas, os ambientes internos dos apartamentos são presenteados com sombras tatuando o alfabeto topomórfico, criado pela artista.

Este alfabeto particular simula o corte no topo da madeira. O estudo que a artista faz para chegar até ele, analisa a linha do tempo das árvores. E é com essa infinidade de possibilidades que a natureza oferece, que Heloisa cria seus padrões, como os que compõem os painéis do edifício Iguaçu. “A natureza nos ensina que é possível construir e habitar como os pássaros. Um novo desenho de viver, revelando a luz, os espaços e a interatividade com o morador e com a cidade”, conta a artista.

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O empreendimento conta com 14 unidades, de 103 m² e 207 m², e todas já foram vendidas ainda na planta. “Desenhamos um edifício que se molda à paisagem, leve transparente e essencial, com uma fachada viva e dinâmica na fronteira entre o exterior e o interior, entre a arquitetura e a arte, entre o ancestral e o contemporâneo”, conclui Márcio.

 

 

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