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Por que as minhas plantas estão ficando amareladas?

Independente se você já tem um jardim extenso ou está começando a cultivar seus próprios ramos agora, o fenômeno assusta todos que possuem um cantinho verde

 (ScriptX/Shutterstock/TreeHugger)

Ver manchas amarelas surgindo em um ramo lindo e cheio de frutos pode ser a maior angústia de um jardineiro. Apesar do cultivo de plantas ser considerado um hobby relaxante, isso não significa que problemas não irão aparecer.

 (Martin Kníže/Unsplash)

A condição que deixa as suas mudas nesse estado, e que pode indicar uma variedade de problemas de saúde, se chama clorose. Ela é parecida com uma tosse persistente em humanos: significa que você não está bem, mas pode ser um sintoma muito amplo para diagnosticar a doença específica.

A sua causa é o resultado visível de pouca clorofila – o pigmento usado para capturar a luz solar para a fotossíntese. Como ela dá às folhas sua cor verde, sua falta deixa a vegetação com um tom verde pálido, amarelo ou até mesmo branco amarelado.

Uma vez que a clorofila é a chave para as habilidades de produção de alimentos das mudas, as que sofrem de clorose apresentam risco de vida. Se você souber o que procurar, algumas variáveis ​​sobre como a condição se desenvolve podem oferecer uma quantidade surpreendente de informações. Confira:

1. Deficiência de nutrientes

 

 (Scot Nelson/Flickr/TreeHugger)

Esse é um motivo comum para a clorose. As plantas precisam de mais de uma dúzia de nutrientes minerais para sobreviver e todos devem vir de suas raízes. Sendo assim, um teste de solo é a melhor maneira de saber o que está faltando.

Uma olhada rápida nas folhas também pode esclarecer a situação. As mudas com deficiência de nutrientes possuem padrões distintos de clorose, como veias verdes com tecido amarelo no meio, que aparecem pela primeira vez em folhas específicas.

 (Jennifer Geary/Unsplash)

Algumas deficiências fazem com que as folhas mais velhas fiquem amarelas primeiro e em outras os traços começam em um novo crescimento. Isso ocorre porque uma planta pode mover certos nutrientes de folha em folha conforme necessário.

Quando o ramo apresenta baixa quantidade de algum nutriente móvel – como o nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio e níquel -, ele pode transferir o elemento de suas folhas mais velhas para ajudar no seu crescimento – pelo menos por um tempo. Ou seja, a folhagem antiga fica amarela e os brotos verdes.

 (agriculturaemar.com/Reprodução)

Já um nutriente imóvel – como o ferro, cálcio, boro, cobre, manganês e zinco -, entretanto, está essencialmente preso nas folhas mais velhas. Se uma muda ficar sem ferro, ela desenvolverá clorose nos novos ramos, enquanto os anteriores permanecem verde.

Assim que você reduzir os suspeitos a nutrientes móveis ou imóveis, procure mais pistas de como a folha está ficando amarela.

 (Gilberto Nava/Reprodução)

As deficiências de nitrogênio e potássio aparecem nas folhas mais velhas, mas enquanto a primeira é relativamente uniforme na folha e em suas nervuras, a segunda tende a começar nas bordas e nos espaços entre as nervuras.

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O amarelecimento das partes novas pode indicar clorose de ferro ou cálcio – sendo a falta de ferro caracterizada por ser uniforme com pequenas veias verdes.

2. Pragas

 

 (Alex Andrews/Pexels)

Diferente do problema anterior, cujos sintomas são frequentemente distribuídos simetricamente no tecido vegetal, as pragas tendem a se desenvolver em padrões assimétricos. Isso inclui danos causados ​​por insetos e manchas foliares – uma indicação comum de doenças fúngicas ou bacterianas em vegetações.

Mas temos uma boa notícia! Os estragos realizados por insetos, que resultam em clorose nas folhas afetadas, podem ser contidos com segurança com métodos não tóxicos – como ramos repelentes de insetos, óleo de nim e pesticidas orgânicos DIY.

 (Scot Nelson/Flickr/TreeHugger)

Como a água é uma das principais fontes de sobrevivência das mudas, muitos acabam pesando a mão na quantidade, o que pode criar condições favoráveis a patógenos fúngicos. Existem várias maneiras seguras de controlá-los, desde a rotação de culturas até a pulverização de bicarbonato de sódio. Entretanto, comece monitorando a umidade do solo.

3. Água e luz

 

 (Sasha Kim/Pexels)

A rega insuficiente e a excessiva, mesmo sem fungos prejudiciais, conseguem originar a descoloração das folhas. Muita água torna a folhagem mole e flácida, enquanto as folhas das plantas desidratadas são normalmente secas e quebradiças.

Para entender qual desses cenários a colocou em risco, observe se a superfície do solo apresenta acúmulo de água e vice-versa.

 (Markus Spiske/Unsplash)

Certos tipos de solo drenam a água lentamente, o que também pode fazer as mudas se afoguem. Resolva isso cultivando-as em canteiro elevado – estilo Hugelkultur, antiga técnica Alemã – ou adicionando areia ao solo.

Raízes danificadas e compactadas são outra causa comum de clorose, portanto, dê espaço suficiente para crescer no solo ou em um recipiente e proteja as raízes durante o transplante.

 (Nica Cn/Unsplash)

Não se esqueça do sol! Não importa se a rega e os nutrientes estão controlados se o ramo tiver pouca luz solar – o que pode fazer com que suas folhas caiam e murchem.

 (Sven Brandsma/Unsplash)

Muitas vegetações de jardim, como tomates e pepinos, precisam de pelo menos oito horas de sol por dia, de preferência 10. Já os brócolis e folhas verdes, podem sobreviver com significativamente menos claridade direta por dia. Mas as necessidades de iluminação variam entre as espécies.

*Via Tree Hugger

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