Passo a passo para preparar o solo das suas plantinhas

Com o começo da primavera é hora de colocar as mão ao trabalho e todas as plantas na terra

Por Luiza Cesar Atualizado em 25 set 2021, 17h37 - Publicado em 27 set 2021, 19h00
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A época do plantio chegou e agora, mais do que nunca, é o momento de descobrir o que vai ajudar ou prejudicar a saúde da sua plantinha. Fazer com que o solo tenha uma saúde ótima pode ser um processo muito complicado e demorado – pode até levar anos de manipulação para obter bons resultados.

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Na jardinagem em vasos, porém, o procedimento é muito mais fácil – uma vez que você pode escolher a dedo, desde o início, com o que vai trabalhar. Além da menor quantidade de terra tornar a manipulação muito mais viável. Mas não pense que não requer paciência e experimentação para chegar em uma superfície saudável.

Para te ajudar com isso, a seguir, separamos algumas dicas de como preparar os recipientes para o cultivo:

Planejando o que você precisará

 

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Documentar sua jornada tornará o processo de criação, uso e reutilização do solo ideal muito mais suave e eficaz. O caminho para a saúde dele pode ser uma série de tentativas, erros e ajustes a cada estação. Portanto, registrar exatamente o que você está fazendo será essencial – especialmente se precisar lembrar do que foi ou não utilizado no caminho.

Antes de colher ou preparar a superfície, você precisará saber de quanto precisará e para o que. Observe os vasos em que você vai cultivar e estime a quantidade necessária para enchê-los.

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Assim que escolher que espécie irá plantar, faça uma pequena pesquisa sobre as suas demandas e preferências e documente isso. Os tomates, por exemplo, precisam de muito nitrogênio. Portanto, escolha um substrato com alto teor do elemento ou crie o seu próprio com muitas bactérias fixadoras de nitrogênio – obtidas do composto.

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Observe também a acidez. Os substratos para potes podem ser encontrados em uma variedade de acidez e cada planta possui a sua demanda.

Na extremidade mais ácida do espectro estão os mirtilos, que preferem um Ph de 4,5-5,5. Na extremidade mais básica estão a beterraba e os aspargos, que se dão bem na faixa de 6-8. A maioria dos outros vegetais, ervas e frutas prefere uma superfície ligeiramente ácida (cerca de 6) e ficará bem em uma normal. Mas, se não estiverem se desenvolvendo bem, vale a pena analisar e tentar ajustar.

Escolhendo o tipo certo

 

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Comprar solo pode ser um processo difícil, pois tende a haver muitas opções. Os ideais para cultivo em vasos oferecem muitos nutrientes e retém bem a água em um espaço pequeno. Ao tentar prepará-lo para a jardinagem, a maneira mais simples é começar com um básico e ajustar com forme as necessidades de suas espécies e como elas crescem.

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Leia os ingredientes na sacola e procure as porcentagens dos ingredientes. Busque também por aqueles que contêm fungos benéficos para as raízes.

Para sementes:

 

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Se for cultivar a partir de sementes, tente não quer sobrecarregar o substrato com muitos minerais. Junte duas partes de composto (comprado em loja ou caseiro) com duas partes de fibras de coco e uma parte de perlita. A fibra de coco é ótima em reter água e uma alternativa sustentável ao musgo de turfa.

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Como alternativa a perlita, escolha a serragem para composto ou a cascas de pinus , que possuem o mesmo efeito. Misture bem os ingredientes para obter uma distribuição uniforme e guarde em um pote com tampa em local fresco e seco. Molhe bem a mistura antes de plantar – isso pode exigir um pouco de paciência se a mistura estiver muito seca.

Veja também

Para plantas:

 

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Combine duas partes de composto com uma parte de coco e um pouco de perlita para drenagem – cerca de dois punhados por 45 litros. Você pode adicionar outras duas partes ou menos de húmus de minhoca para plantas que requerem muitos nutrientes, bem como um iniciador de micorrizas.

Se for cultivar algo que ficará no mesmo lugar por um longo período, como um arbusto ou uma verdura perene, compre um substrato argiloso e acrescente uma medida igual de composto.

Ajustando

 

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Agora que você tem seu solo básico pronto, é hora de considerar a adição de alguns ingredientes extras. Você pode notar minhocas entrando em seus recipientes, dependendo de quão perto está do chão, e isso é um bom indicador de superfície saudável. No entanto, para a maioria dos cenários desse tipo de jardinagem, acrescentar minhocas não é necessário. Se você possui canteiros ou potes muito grandes, algumas podem ser benéficas.

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Os microrganismos devem estar presentes se você estiver usando um composto de boa qualidade. Para a saúde do solo, continue regando bem e evite o uso de qualquer tipo de produto químico – elemento que os micróbios, que prosperam em temperaturas moderadas e condições de umidade, não toleram.

Quanto às micorrizas, se for fazer seu próprio solo, o composto já deve conter fungos para associações micorrízicas.

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Glomus intraradices é um fungo que agrada a maioria das plantas herbáceas. Basta ler as instruções no contêiner sobre o quanto colocar. Misture quando combinar todo o resto e as mudas e os fungos farão o resto!

Se seus ramos não estiverem se desenvolvendo muito bem, pesquise um pouco mais sobre o que elas preferem. Em seguida, ajuste de acordo – como a adição de fosfato e fertilizante de glauconita para potássio para complementar. Eles podem ser misturados quando você for reutilizar o substrato.

Reutilizando

 

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O investimento inicial pode ser muito alto se você estiver comprando solo para vasos ou os ingredientes para fazer o seu próprio, mas saiba que o reaproveitamento é fácil e sustentável! Apenas fique atento para repor nutrientes e minerais e não transmitir doenças.

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Se uma planta acabou de ficar doente, não reutilize o material desse recipiente, pois ele também estará danificado. O mesmo vale para os insetos – se houver uma infestação ruim, há a possibilidade deles passarem para a próxima estação. Como boa parte dos alimentos que havia na superfície agora está na muda, os nutrientes e minerais terão que ser reabastecidos.

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Siga esses passos para reutilizar a terra:

  1. Despeje o elemento em uma lona ou em um recipiente grande.
  2. Inspecione um pouco para ver se há insetos que você vai querer arrancar junto com ervas daninhas e quaisquer raízes grandes que ocupam muito espaço. Mas pequenas raízes, folhas e outros detritos finos devem ficar, pois conseguem ser benéficos para a matéria orgânica adicionada.
  3. Guarde-o em um pote fechado em local fresco e seco até ser utilizado.
  4. Quando chegar a hora de cultivar novamente, misture uma parte de composto fresco com uma parte do substrato fresco e duas partes do solo reutilizado, tudo junto com o que você julgar necessário.
  5. A quantidade de ingredientes que você inclui dependerá da qualidade inicial da terra e da demanda do ramo vivido ali. Não se esqueça de anotar o processo e as observações.
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          Dica: No caso dos tomates é aconselhável nunca usar o mesmo solo, porque são particularmente propensos a doenças. Mesmo se eles não estiverem doentes, pode haver algo presente que afetará os próximos. Portanto, reutilize o material em outras plantas e depois use novamente com os tomates

          Lembre-se

           

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          Seguir alguns princípios básicos e fazer pequenos ajustes vai colocar os exageros de lado. Tente sempre ter certeza de que os microrganismos estão felizes. Ler cuidadosamente sobre o substrato, fertilizantes e outros ingredientes te ajuda a confirmar que não possuem produtos químicos.

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          Assim como o solo, as plantas não são estáticas – todas apresentam necessidades diferentes. Comece com o básico: bom composto, boa textura e uma quantidade equilibrada de água. Em seguida, observe e anote. Mesmo que você esteja tomando todos os cuidados e analisando de perto a sua muda, mas nada cresce, está tudo bem! Use esse tempo para planejar as mudanças necessárias.

          *Via The Green Conspiracy

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