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Designer cria tênis sustentável com pelos de cachorro

O Sneature utiliza aqueles pelos de pet que se acumulam e são descartados para criar um tênis com materiais naturais e biodegradáveis

 (Reprodução/Casa.com.br)

Se você tem um pet, sabe bem como os pelos podem acabar se acumulando e formando uma bola gigante que entope o aspirador. Bem, agora eles podem ter um destino digamos… pouco usual. A estilista alemã Emilie Burfeind desenvolveu um tênis meia com sola feita de cogumelos e parte superior de uma malha produzida a partir de pêlo canino!

O Sneature pode causar um pouco de estranheza no começo, mas seu processo de criação e desenvolvimento é interessante e sustentável. Ele consiste de apenas três materiais renováveis ​​de base biológica, permitindo que seja desmontado e reciclado ou compostado industrialmente no final de sua vida útil.

 (Reprodução/Casa.com.br)

Para comparar, os tênis tradicionais geralmente são feitos de cerca de oito a 12 componentes diferentes, como tecido de nylon e espuma de etileno-acetato de vinila (EVA) – muitos dos quais são à base de petróleo e sobreviveriam em aterros por até 1.000 anos. “Por causa de sua estrutura complicada e dos diferentes materiais de que são feitos, é quase impossível desmontar e reciclar tênis convencionais. Então, eu queria projetar um tênis que fosse feito com o mínimo de componentes possível e permanecesse biodegradável após o uso.”, disse Burfeind a Dezeen.

Para criar a malha, o pelo de cachorro é enrolado em um fio de alta qualidade conhecido como Chiengora, que é 42% melhor em reter calor do que a lã de ovelha e foi historicamente usado por sociedades indígenas na costa oeste dos Estados Unidos. “Só na Alemanha, 80 toneladas dessa matéria-prima são descartadas todos os anos”, disse a designer.

 (Reprodução/Casa.com.br)

“Comparado aos animais que são criados e mantidos exclusivamente para a produção de fibras, a criação de cães domesticados não é um fardo adicional para o meio ambiente, mas um recurso que existe de qualquer maneira.”

A parte superior, conta ainda com a tecnologia de tricô 3D, que é essencialmente como a impressão 3D com fio, mas, em vez de derreter o filamento de plástico para criar uma forma sólida, o design final é unido por tramas e urdiduras. Este processo permite que um padrão digital tridimensional seja realizado sem costuras ou desperdícios.

 (Reprodução/Casa.com.br)

Como o Sneature foi criado como parte dos estudos de Burfeind na Universidade de Arte e Design de Offenbach, na qual a profissional se formou no ano passado, não há dados de longo prazo sobre sua durabilidade até o momento. A designer, contudo, estima que eles possam ser utilizados ​​por cerca de dois anos antes de ficarem muito gastos.

Após este tempo, o composto de micélio pode ser triturado, pulverizado e reutilizado enquanto o tecido pode ser separado em fibras individuais em um processo conhecido como cardagem, antes de ser novamente transformado em um fio. Alternativamente, os materiais podem ser decompostos em um compostor industrial em cerca de quatro semanas para que seus nutrientes sejam reintroduzidos no ciclo ecológico de materiais.

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