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Sobrado com vista para árvores ganha home office na reforma

A vista para o topo das árvores capturou o coração do jovem casal de moradores, que remoçou o sobrado paulistano dos anos 60 com uma dose de irreverência

Por Por Claudia Nogueira (texto) e Mayra Navarro (visual) Projeto Lays Sanches | Fotos Marco Antonio
Atualizado em 19 jan 2017, 14h00 - Publicado em 16 abr 2014, 23h19

“Costumava sair a pé para almoçar na Vila Madalena, reduto de arte e gastronomia na zona oeste, onde mantinha meu escritório de arquitetura. Numa das caminhadas, encontrei este sobrado à venda. Arrebatada pelo desenho do piso de tacos da sala – que, hoje, é meu espaço de trabalho –, subi até os quartos e, ao espiar a paisagem emoldurada na janela, teclei no celular: ‘Amor, achei a nossa casa!’. Na hora, percebi a possibilidade de criar uma área ampla e multifuncional. É a minha cara ter a cozinha integrada ao estar, referência forte dos tempos da infância na morada de minha avó. Meu marido, Adriano Panda Leal, publicitário, viu no subsolo com garagem o lugar perfeito para a pista de dança das festas que organizamos, e o revestiu de cartazes lambe-lambe. O deck de plástico reciclado e os vidros reaproveitados evidenciam nosso estilo despojado e a aposta em materiais de baixo impacto ambiental. Desembolsamos R$ 160 mil na reforma. Do total, reservamos bem pouco para a decoração. A maior parte foi usada na obra, de quatro meses, para adequar o imóvel ao nosso jeito. Como sou disciplinada, o home office facilitou minha vida. Quando estou no escritório, sequer atendo o telefone residencial, e vice-versa. Também evito reuniões em horários conflitantes com a rotina do lar.” Lays Sanches, moradora

 

As boas ideias deste projeto

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– Mais sustentação: para compensar a retirada de paredes e o aumento dos vãos de portas e janelas, vigas e pilares metálicos (JMK Serralheria) reforçam a estrutura.

– Troca esperta: ao inverter a abertura desta porta, criou-se lugar para a mesa lateral. Esta passagem proporciona acesso ao escritório, na frente da casa.

– Piso frio: usado em todos os ambientes (com exceção do espaço de trabalho, onde os tacos foram mantidos), o porcelanato (cor cement, linha Bauhaus, da Portobello) substituiu o antigo piso deteriorado.

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– A luz vem de cima: integrado à cozinha, o corredor externo ganhou cobertura de vidro laminado com película de proteção solar e estrutura de ferro (JMK Serralheria).

– Lousa lavável: esqueceu a receita? É só anotar na parede de esmalte fosco verde escolar (Suvinil). Os rabiscos de giz saem com apagador ou água e detergente.

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– Mosaico de azulejos: o painel (1,50 m de largura) mistura padrões geométricos e florais. Na lateral, um espelho amplia o patchwork.

– Sem bagunça: numa cozinha aberta, a louça suja não pode ficar à vista. Com 22 cm de profundidade, a cuba dupla resolve o problema. Os armários (Marcenaria Styllus) trazem revestimento melamínico que imita aço inox.

 

Novos usos

A planta do térreo não mudou tanto, mas passou a acomodar o escritório da moradora onde antes era a sala. No andar superior, de três quartos, restaram dois, bem mais confortáveis.

 

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Área: 205 m²; Execução, projetos elétrico e hidráulico: Engenheiro Ricardo David; Paisagismo: Malu Sanches

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