Descubra os benefícios da caminhada para seu bem-estar

Caminhar leva você a lugares idílicos, restaura o ânimo e gera poderosos insights. Está triste ou estressada? Calce os tênis, e pé na estrada!

Por Redação Atualizado em 20 dez 2016, 19h18 - Publicado em 5 jun 2012, 13h39
caminhada

“Com os pés andou a Europa, e com os desejos a África”. Esta frase do padre Antônio Vieira se refere às peregrinações de Santo Antônio. Mas também pode traduzir, respeitosamente, a sensação de liberdade que se tem ao calçar um par de tênis e sair por aí. Não há fronteiras para o caminhante. Pode-se ir muito além do jardim, do parque, da imaginação. Afinal, bater pernas faz a mente voar longe.

Não importa a longitude e a latitude. Quem tem o hábito de pôr os pés na estrada sente que, para onde quer que vá, está no caminho certo. Deve ser pela cota de satisfação que o exercício desencadeia em nós.

“Do ponto de vista da saúde, recentemente ficou provado que precisamos acumular passos por dia. O que vale é se movimentar. Quanto mais andamos mais conseguimos diminuir o colesterol ruim, aumentar o bom, reduzir a pressão arterial e diminuir os riscos de câncer”, diz o professor de educação física Renato Dutra, pesquisador de caminhada e autor do livro “Dieta dos Passos” (Lua de Papel), em que defende o uso do pedômetro, aparelho para medir o número de passos dados por dia.

E nem é preciso suar a camisa. Todo passeio faz bem. “Cada pessoa tem uma condição física e, portanto, precisa de uma determinada quantidade extra de exercício para se beneficiar. O importante é acrescentar um gasto de energia a seu cotidiano. Fazendo isso, já estará criando condições para as adaptações metabólicas que fazem bem ao organismo”, afirma o fisiologista Paulo Zogaib, professor do Centro de Medicina de Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. Ou seja, se você não é nenhuma maratonista, uma volta no quarteirão já faz sua parte pela saúde.

Transe meditativo

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Curioso é que mesmo quando estamos muito cansadas, andar descansa. O efeito químico calmante – caminhar estimula a liberação de substâncias anestésicas chamadas endorfinas – vem acompanhado de outra vantagem: o exercício facilita a transmissão de estímulos elétricos entre os neurônios, o que explica a maior clareza de raciocínio. “Somos seres associativos. A cada estímulo que recebemos, ativamos memórias e desencadeamos a comunicação entre as diversas áreas cerebrais. Por isso, um cheiro faz lembrar a comida da avó, as férias na praia, uma pessoa”, diz Zogaib.

Da mesma forma, ao praticar uma atividade física encorajamos a sinapse entre os neurônios e, desse fluxo mental aumentado resulta uma percepção mais ampla da situação. “Detalhe: como esse estímulo tende a afetar mais zonas de prazer, você se sente melhor para resolver os problemas. Há um ganho cognitivo, emocional e intelectual”, afirma o fisiologista.

Movimento natural

 

A ciência ainda não descobriu a postura certa para fazer uma caminhada. As pessoas têm estruturas diferentes e impor um movimento antinatural para o corpo pode ser o maior atalho para uma lesão. O ideal ao começar suas andanças, portanto, é mover-se naturalmente usando tênis com entressola de intensidade intermediária. Nem muito nem pouco amortecimento. Se surgirem dores nos joelhos, vale investigar a causa consultando um fisiologista ou fisioterapeuta.

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