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Prédio com fachada pixelada tem 88 apartamentos que vão de 25 a 100 m²

O projeto, do Studio Arthur Casas, buscou romper com os paradigmas do mercado imobiliário da cidade de São Paulo

A base de chumbo contrasta com o volume leve do edifício, cercado pelo paisagismo de Alex Hanazaki.

A base de chumbo contrasta com o volume leve do edifício, cercado pelo paisagismo de Alex Hanazaki. (Divulgação/Casa.com.br)

Entre torres de escritórios e arranha-céus da capital paulista, fica o edifício de 16 andares Ferreira Lobo. Projetada pelo Studio Arthur Casas, a construção expõe uma fachada pixelada e inclui uma ampla variedade de tipologias de apartamentos, com 88 unidades que variam entre 25 e 100 m².

O cliente desejava um edifício que rompesse com os paradigmas do mercado imobiliário da cidade, então o arquiteto adotou uma solução simples: ter mais unidades de tamanhos menores.

 (Divulgação/Casa.com.br)

O projeto inovador foi projetado a partir de um módulo de 1,25 m x 1,25 m, multiplicado para a criação de um campo vertical. Circulações e eixos foram então entrelaçados entre esses módulos, resultando em um edifício funcional e eficiente.

De acordo com as possibilidades do projeto neste local estreito, foram criadas, espelhadas e distribuídas três tipologias de apartamento.

A fachada pixelizada é feita de diferentes tamanhos de placas brancas de ACM, que enfatizam a aparente aleatoriedade das aberturas. É impossível distinguir o tamanho das unidades, transformando o edifício em um conjunto dinâmico de módulos indiscerníveis.

A fachada pixelizada é feita de diferentes tamanhos de placas brancas de ACM, que enfatizam a aparente aleatoriedade das aberturas. É impossível distinguir o tamanho das unidades, transformando o edifício em um conjunto dinâmico de módulos indiscerníveis. (Divulgação/Casa.com.br)

O resultado foi seis módulos em cinco pisos exclusivos, criando um grande dinamismo na fachada. A monotonia dos pequenos espaços incentivou os designers a se adaptarem às leis residenciais dos arranha-céus, com aberturas generosas e soluções criativas de layout, priorizando a sensação de fluidez e o contato com o exterior.

Para ampliar os limites dos apartamentos, armários e espaços integrados foram desenvolvidos diagonalmente. E, tão importante quanto o design das próprias unidades, são as áreas de apoio – elas estendem aos habitantes o uso dos espaços comuns.

 (Divulgação/Casa.com.br)

O projeto, assim, questiona a monotonia do contexto em que está inserido, integrando valores da diversidade urbana a partir da pequena metragem de cada unidade.

O Studio Arthur Casas, além do edifício, foi responsável por projetar também os apartamentos que o compõem. Confira na galeria abaixo demais fotos:

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