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A abertura do Serpentine Pavilion foi adiada para 2021

Devido a pandemia da Covid-19, os organizadores e profissionais do Pavilhão decidiram adiar a inauguração para 2021, mas sem uma data definida ainda

 (Reprodução Dezeem/Casa.com.br)

A abertura do Serpentine Pavilion deste ano, projetado pelo estúdio de arquitetura sul-africano Counterspace, foi adiada para 2021 devido à pandemia de Coronavírus.

O projeto seria inaugurado no dia 11 de junho de 2020, marcando o 20º pavilhão da Serpentine Gallery. Os organizadores anunciaram na sexta-feira passada (24) que adiará a abertura até o próximo ano, mas ainda não divulgou novas datas.

Sumayya Vally, Sarah de Villiers e Amina Kaskar, profissionais do escritório Counterspace.

Sumayya Vally, Sarah de Villiers e Amina Kaskar, profissionais do escritório Counterspace. (Reprodução Dezeen/Casa.com.br)

O arquiteto britânico David Adjaye, consultor da Serpentine Gallery e curador da Counterspace, disse que o adiamento é necessário para dar tempo à produção do pavilhão após o bloqueio no Reino Unido.

“A crise global da Covid-19 mudou o contexto imediato”, disse Adjaye. “Em vez de se apressar em executar o projeto estelar do Counterspace, o Serpentine optou por aceitar a lentidão segura que reformula a sociedade hoje e a utiliza para desenvolver um relacionamento mais profundo com os arquitetos”, finaliza.


O projeto

 (Reprodução Dezeem/Casa.com.br)

A experiência das comunidades imigrantes de Londres foi a inspiração do estúdio de arquitetura sul-africano Counterspace para o Serpentine Pavilion. As arquitetas escolheram cortiça e tijolos feitos com resíduos de construções como materiais base do projeto.

Uma nova tecnologia da Kenoteq produz tijolos com 90% de restos de construção reciclados. Os chamados K-Briq não precisam de queima, portanto geram apenas um décimo das emissões de carbono que um tijolo normal produz. O outro material usado é a cortiça. Ela é uma alternativa mais sustentável à madeira, já que para extrair as cascas das árvores, não é preciso cortá-las. A cortiça virá de um produtor português.

 (Reprodução/Casa.com.br)

O Pavilhão terá partes itinerantes, que poderão ser exibidas em bairros da cidade. Eles servirão como sede de eventos comunitários e depois serão devolvidos à estrutura principal no fim do verão. O objetivo é explorar a arquitetura como uma forma de construir bem-estar social e quebrar hierarquias.

“A Covid-19 colocou em foco os temas do pavilhão da comunidade e reuniu-se fortemente – dando-nos a oportunidade de estender e aprofundar o processo de engajamento em dois anos”, explica Sumayya Vally, integrante do Counterspace.

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