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Souvenires na decoração: a história de 7 símbolos de países

Trazer um objeto de alguma viagem é uma maneira de valorizar a cultura dos locais

Os imãs de geladeira são o tipo de souvenir mais conhecido, mas há diversos deles que guardam histórias da cultura de países pelo mundo

Os imãs de geladeira são o tipo de souvenir mais conhecido, mas há diversos deles que guardam histórias da cultura de países pelo mundo (Zemlinki/Unsplash/Casa.com.br)

Souvenires são objetos repletos de histórias. Trazê-los de viagem é uma maneira bacana de presentear alguém querido e decorar a própria casa. Afinal, quem não gosta de olhar para estes ornamentos e relembrar algum destino incrível? 

E muitos vão além do simples imã de geladeira, dando continuidade a tradições antigas de povos ao longo do mundo e ajudando a atrair boas energias. Alguns são feitos até hoje de maneira artesanal, o que os torna ainda mais especiais.

Conheça a história de 7 souvenires: 

Andorinha e Galo de Barcelos

 (A Vida Portuguesa/Casa.com.br)

As andorinhas de cerâmica que são um clássico da decoração portuguesa foram idealizadas e moldadas pelo artista Rafael Bordalo Pinheiro em 1891. Elas, que decoram fachadas, azulejos e louças, simbolizam prosperidade e a chegada da boa temperatura da primavera. 

Outro animal também é tema de diversos souvenires em Portugal: o galo de Barcelos. Segundo a lenda, um peregrino a caminho de Santiago de Compostela foi condenado à forca injustamente. No dia em que sua morte estava programada, ele pediu para conversar com o juiz para tentar comprovar sua inocência. 

 (El Souvenir/Casa.com.br)

A autoridade estava com amigos em um banquete com galo assado na cidade de Barcelos. O homem condenado olhou para a mesa e disse: “É tão certo eu estar inocente, como é certo esse galo cantar quando me enforcarem”. E foi o que aconteceu: o enforcamento não ocorreu porque o nó da corda estava frouxo, e, no mesmo instante, o galo assado cantou. Chocado com a situação, o juiz acreditou na inocência do homem e o soltou. 

 

Caveira mexicana

 (Gadiel Lazcano/Unsplash/Casa.com.br)

As caveiras coloridas e pintadas com flores são populares graças a uma das principais datas comemorativas do México. O Dia dos Mortos, celebrado em 2 de novembro de cada ano, tem como objetivo relembrar a vida das pessoas que já se foram. O principal símbolo desta festa, as caveiras coloridas, foram idealizadas pelo artista José Guadalupe Posada – responsável por ilustrar a personagem La Catrina

 

Sapatos holandeses

 (Ben Paulos/Flickr/Casa.com.br)

É quase nula a chance de encontrar alguém em Amsterdã calçando os klompen, que são os tradicionais sapatos de madeira feitos e pintados à mão. Mas por ano, na capital holandesa, são produzidos cerca de seis milhões de souvenires que remetem à peça de vestuário. 

Os klompen foram inventados há mais de 800 anos pelos trabalhadores rurais e pescadores. Eles eram utilizados em sua versão pontiaguda para puxar redes e também para caminhar por plantações úmidas. Quando não serviam mais para o uso, eram usados para acender lareiras – por este motivo, o mais antigo klompen que os historiadores têm conhecimento é de 1230, mas acredita-se que eles eram usados há ainda mais tempo.

 

Matrioska

 (Marco Verch/Flickr/Casa.com.br)

Um brinquedo russo tornou-se objeto decorativo dos turistas que visitam o país: a matrioska, que é um conjunto de bonecas de madeira pintadas como camponesas. Não se sabe ao certo a origem da invenção, mas supõe-se que tenha sido inspirada em bonecas japonesas. 

Um conjunto de matrioskas costuma ter em média seis bonecas ocas de tamanhos variados. A maior é um compartimento para as menores, formando uma só boneca. Com isto, outra teoria sobre a história da matrioska é que ela seja um símbolo de fertilidade.

 

Maneki Neko e Daruma

 (Asia Shop/Casa.com.br)

É claro que os amuletos decorativos japoneses não poderiam ficar de fora desta lista! Para atrair dinheiro, coloque o simpático gatinho maneki neko próximo à entrada da sua casa – já reparou na moeda que ele segura em uma das mãos? Pois é, a outra patinha livre está “acenando” para as boas energias que virão nas suas finanças!

Para quem deseja fazer um pedido ainda mais específico, o símbolo indicado é o daruma, que representa a paciência, a longevidade e a esperança dos monges. Fabricados há mais de 200 anos na cidade de Takasaki, eles têm olhos brancos. A proposta é que o dono do daruma faça um pedido e pinte um dos dois olhos. Quando o desejo for realizado, basta pintar o outro olho e agradecer pela graça alcançada. Este ritual é feito especialmente no início de cada ano com a compra de um novo daruma para casa. Já garantiu o seu?

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