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A pornografia online polui e é prejudicial para o meio ambiente

Um estudo francês aponta que a pornografia online e a Bélgica emitem a mesma quantidade de CO2 na atmosfera

 (Reprodução/Casa.com.br)

Segundo uma pesquisa do think tank francês The Shift Project, a pornografia online e a Bélgica emitem a mesma quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. O streaming e upload de vídeos online geram um grande fluxo de dados e consomem muita energia.

O estudo concluiu que a pornografia online é responsável pela emissão de 300 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano. Essa é a mesma quantidade que países como Bélgica, Nigéria e Bangladesh emitem anualmente.

A pesquisa foi liderada pelo engenheiro Maxime Efoui-Hess, especialista em modelagem computacional. O profissional descobriu que o consumo de energia das tecnologias digitais aumenta 9% ao ano. Cerca de 60% do fluxo de dados mundiais vem do streaming de vídeo online, conclui o The Shift Project.

 (Reprodução/Casa.com.br)

Os pesquisadores afirmam que os setores digitais têm a necessidade urgente de reduzir emissões globais. Em nota, eles escrevem: “os impactos ambientais diretos e indiretos (“efeitos rebote”) ligados ao uso das tecnologias digitais são insustentáveis ​​e cada vez mais rápidos”.

As tecnologias digitais já são responsáveis por 4% das emissões de gases de efeito estufa, um valor maior do que o produzido pela aviação civil – os aviões emitem cerca de 2% destes gases. É esperado que o número de emissões dobre até 2025, uma vez que a qualidade dos vídeos está aumentando e o número de streamings, como o Netflix, por exemplo, também cresce.

 (Reprodução/Casa.com.br)

Chris Preist, da Universidade de Bristol, estuda a sustentabilidade da tecnologia e explica a necessidade de rever a forma de produzir e consumir vídeos online, em entrevista para o New Scientist. “É necessário que os projetistas pensem cuidadosamente sobre o impacto geral dos serviços que prestam. Para os indivíduos, é possível adotar algumas ações, como atualizar os dispositivos móveis com menos frequência, possuir menos dispositivos e não exigir internet de alta qualidade em todos os lugares”.

 (Anna Parini / The New York Times/Casa.com.br)

Os autores da pesquisa se basearam nos relatórios de 2018 de duas empresas para concluir o estudo: a Cisco e a Sandvide. Após analisar o tráfego global de vídeo, os pesquisadores calcularam a quantidade de eletricidade necessária para direcionar o tráfego.

Os profissionais recomendam a adoção de medidas que possam evitar a reprodução automática dos vídeos e a transmissão em alta definição. Ainda em nota, eles escrevem: “do ponto de vista da mudança climática e outros limites planetários, não é uma questão de ‘para’ ou ‘contra’ pornografia, telemedicina, Netflix ou e-mails, o desafio é evitar um uso considerado precioso de ser prejudicado por o consumo excessivo de outro uso considerado menos essencial”.

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