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Um encontro com Paolo Pininfarina

O empresário italiano foi o princial palestrante do evento Turim Design Atitude, que trouxe para São Paulo os principais designers da cidade italiana da Ferrari

 

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O auditório 1 da FAAP estava tão lotado quando eu cheguei que tive que me sentar no chão com alguns estudantes da Universidade para assistir a palestra do engenheiro e designer Paolo Pininfarina no evento “Turim Design Atitude”. Você pode não conhecer o nome Pininfarina, mas, com certeza, conhece algumas das suas criações. A empresa, que foi fundada por Giovanni Pininfarina (avô de Paolo), alcançou a fama mundial com Sergio Pininfarina (pai de Paolo) e os carros lendários desenhados por ele para uma das marcas mais cobiçadas do planeta: a Ferrari. Mas a Pininfarina, que é de Turim na Itália, não vive apenas do setor automobilístico. Nos últimos anos, ela tem investido em design de produtos e de interiores – impulsionada por encomendas de decoração de iates e aviões particulares. Fino. A plateia da FAAP fazia silêncio para ouvir o inglês perfeito com sotaque italianíssimo de Paolo. Tamanha concentração impressionou o empresário, como ele comentou mais tarde com jornalistas. Paolo Pininfarina e a câmara do comércio de Turim (ou Torino, em italiano) querem fazer parcerias com designers brasileiros. Eles querem entrar de vez no mercado nacional e apostam na cultura de design do Brasil. “A globalização deve ser um gatilho para a cooperação criativa”, comenta Paolo que há alguns anos veio ao país e saiu com ideias para muitos projetos. “A atitude do brasileiro é muito criativa, mas é necessário que haja um planejamento para os projetos se concretizarem”, explica. A ideia é se aproximar do nosso mercado através dos profissionais e empresas nacionais. “É uma oportunidade para os italianos e para os brasileiros”, diz. Com ele, a câmara de comércio de Turim trouxe também o designer Luca Pegolo, do escritório D+ Design Studio, que pontuou: “Esse é passo para que a distância entre os designers de Turim e do Brasil se encurte”. Mas os designers sabem bem que o caminho para entrar em um mercado internacional não é só reproduzir o mesmo desenho que faz sucesso com os conterrâneos. Sobre os carros brasileiros, por exemplo, Pininfarina disse que o caminho é a parceria. De acordo com ele, não adianta projetar para o mercado brasileiro como se projeta para o mercado italiano. “O designer local conhece melhor a realidade do país. Por isso, temos que trabalhar em conjunto”, arremata. 

Ferrari Mythos (1989) Ferrari 612 Scaglietti (2004)
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