“O Lar não existe”: entrevista com o arquiteto inglês Joseph Grima

A frase acima foi a audaciosa escolha do arquiteto inglês e curador Joseph Grima para o tema da 24ª bienal de Design de Interiores de Kortrijk, que na Bélgica

Por Márcia Carini Atualizado em 20 dez 2016, 22h35 - Publicado em 19 nov 2014, 19h21
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O que o evento quis discutir com essa formulação?

O projeto investigou como a casa muda – o morar e os conceitos que ele envolve nunca serão estáticos. Essa é a bienal de design de interiores mais importante e antiga da Europa. Seu grande objetivo foi reunir vários profissionais da área e debater a questão. A frase configurou uma provocação e um convite para refletir como a tecnologia transformou a relação das pessoas com a casa. Um questionamento sobre o que pensamos quando falamos de lar.

 

Como a tecnologia tem influenciado essas mudanças? Estamos morando no Facebook e no Google?

As moradias diminuíram e deixaram de ser um local de cerimônias. No futuro, teremos cada vez menos lugar para receber os amigos. Nesse sentido, as residências ficarão mais privadas. Paralelamente, cresceu o compartilhamento da vida doméstica nas redes sociais, e surgiram álbuns de referência como o Pinterest, que reúnem imagens daquilo que gostaríamos de ter, em que construímos praticamente uma casa virtual. Após a crise econômica, o imóvel dos sonhos se tornou uma realidade mais distante. Agora, cada um exercita a própria identidade com uma curadoria do que vê na internet.

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