Cinco erros de iluminação e como evitá-los

Posicionamento de luminárias e escolha equivocada de lâmpadas são erros comuns na hora de iluminar um ambiente

Por Júlia Martinez, do site de CASA COR Atualizado em 20 dez 2016, 18h19 - Publicado em 2 set 2015, 19h04
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Uma má iluminação pode comprometer a decoração e arquitetura de um ambiente, além de provocar dores de cabeça e desconfortos nos moradores. A arquiteta e lighting designer Helô Cunha explica como evitar estes erros e acertar na hora de iluminar os espaços:

1. Ofuscamento

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O ofuscamento ocorre quando uma luminária é colocada em uma altura errada, causando maior incidência de luz sobre um móvel ou objeto. “Um exemplo comum ocorre em salas de jantar”, explica  Helô Cunha. “A altura ideal de um pendente varia de acordo com a luminária, mas, se ela não tiver uma lâmpada exposta, o aconselhado é que fique localizada 90 cm acima do topo da mesa”, indica a profissional. O ofuscamento pode ser evitado também com a utilização de uma luminária que possua cúpula ou difusor (eles escondem a lâmpada).  

Outro ambiente em que o erro ocorre com frequência é o quarto. “Se o lustre não tiver um difusor, a luz da lâmpada pode incomodar a visão de quem deita na cama”, comenta Helô Cunha, que dá a dica: “O ideal é colocar uma luminária que direcione a luz para o teto – assim ela será rebatida e iluminará todo o cômodo de um modo aconchegante”. 

 

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2. Locais de trabalho mal iluminados

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Áreas como home offices ou ateliês, que necessitam uma maior incidência de luz, nem sempre recebem as lâmpadas e lustres adequados. “A iluminação direta é indicada para locais onde é necessário mais precisão, mais definição”, conta Helô Cunha. “Prefira lâmpadas com 4000 Kelvin, que emitem uma luz de cor entre o azul e o amarelo.”

Para mesas de trabalho, a profissional indica luminárias que direcionem o facho conforme a necessidade da tarefa a ser realizada. “Se você for escrever, por exemplo, o ideal é que haja incidência em cima do teclado ou folha de papel”, explica a lighting designer.

Outro ambiente que precisa de uma iluminação especial é a cozinha. “Recomenda-se ter luminárias direcionadas especificamente para a bancada”, indica a profissional. 

 

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3. Lâmpadas azuladas

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“As chamadas lâmpadas frias – que têm mais azul – não podem ser colocadas em ambientes em que buscamos aconchego”, conta Helô Cunha. “Elas são indicadas para lugares onde procuramos precisão e atenção, como em escritórios e cozinhas. Quanto mais luz azul, mais ligados e despertos nós ficamos. A utilização dessas lâmpadas em quartos, por exemplo, pode acarretar em noites mal dormidas ou dificuldade para pegar no sono.”

Já as lâmpadas de cor quente geram uma sensação de aconchego, conforto. “Elas são indicadas para ambientes em que procuramos relaxamento, como quartos, livings e home theaters. O tom amarelado imita o pôr do sol e traz tranquilidade”, explica a profissional.

 

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4. Atenção às fitas de LED

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“Quando uma fita de LED é mal posicionada em uma estante, os objetos expostos no móvel ficam escuros, mal iluminados”, diz Helô. Segundo a profissional, o ideal é que ela seja colocada na parte da frente das prateleiras, dentro de um perfil de alumínio com grau de inclinação de 45º.

“É comum observar também fitas de má qualidade, que costumam mudar de cor com o tempo, apresentando tons brancos”, conta. Assim, o mais indicado é comprar o produto de marcas de confiança. Vale consultar um lighting designer ou um eletricista que esteja habituado a trabalhar com as fitas. 

 

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5. Escolha do dimmer

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O dimmer é utilizado para alterar a intensidade da iluminação e cenário de um ambiente. Sua instalação é recomendada em livings, quartos, salas de jantar e home theaters. “Os dimmers criam mudanças de cenário e são úteis para economizar energia”, aponta Helô Cunha. “Mas atenção: cada modelo de dimmer tem a capacidade para um número específico de watts”, explica. Por exemplo, se um dimmer tem capacidade de 200W, ele pode atender, no máximo, quatro lâmpadas de 50W.

“Boa parte das lâmpadas de LED podem ser dimerizadas, ao contrário das fluorescentes compactas, comuns no mercado, que não podem. Mas, para dimerizar lâmpadas de LED, é preciso comprar um produto compatível. O fabricante normalmente indica qual é o dimmer aconselhável”, recomenda a profissional. 

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