Uma janela para a vanguarda

Entre os dias 16 e 21 de abril, Milão se tornará o epicentro do mundo do design com um cardápio incrível de estilos, receberá criadores e visitantes de todos os continentes para o evento mais importante do setor

Por Redação Atualizado em 29 ago 2018, 11h48 - Publicado em 10 abr 2008, 16h36
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Milão é uma caixa de Pandora. Formas inusitadas, cores inspiradoras e linhas puras saltam dos 22 galpões do complexo de RHO, projetado pelo romano Massimiliano Fuksas, e surpreendem a cada ano o olhar de quem circula pelo 47º Salão Internacional do Móvel. O evento, que reúne o melhor do design clássico e contemporâneo, enche de matizes internacionais essa cidade, onde história e modernidade convivem em harmoniosa cumplicidade. Afinal, só aqui conseguimos encontrar passado e futuro ao mesmo tempo. “A memória emocional é a coisa mais importante que temos”, ensina a arquiteta e designer espanhola Patricia Urquiola, uma habitué da mostra com peças cheias de humor. Cerca de 270 mil pessoas vêm atrás das novidades apresentadas pelos 2 mil expositores no espaço de 220 mil m2. Nas ruas, endereços carregados de charme exibem o melhor da vanguarda, seja ela fashion, gastronômica ou decorativa. Um tom ora divino, ora provocante permeia a atmosfera do lugar. Não à toa, o cineasta Peter Greenaway dará vida nova à célebre A Última Ceia na abertura do Salone 2008. Usando um mix de linguagens e alta tecnologia, ele apresentará sua nova versão do clássico de Leonardo da Vinci, no Palazzo Reale. “Milão tem cara antiga, mas a alma é moderna”, diz o brasileiro Wagner Archela, que levará uma escultural mesa de Corian para a mostra paralela.

Como chegar

Metrô: linha vermelha até a estação final Rho-Fiera Milano.

Trem: das estações Central e Garibaldi, linha verde, direção Abiategrasso.

Em Candorna-Triennale, trocar para a linha vermelha, direção Rho-Fiera Milano.

Carro: pelas auto-estradas, seguir indicações para Fiera Milano.

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Clássicos Pavilhões 1, 2, 3 e 4 A cidade exala uma nobreza contemporânea. Centro do saber do mundo na renascença, mantém viva sua história sem fechar os olhos para as novidades. Prova de que o antigo e o atual se completam são os galpões do Salone dedicados aos grandes clássicos italianos. Ali pode-se apreciar suntuosos pendentes de cristal fabricados pela marca que, há mais de um século, fornece os lustres para os castelos venezianos ou, quem sabe, admirar as linhas curvas de móveis em produção há mais de 200 anos, desde o auge do movimento rococó.

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Salão Satélite Em frente aos pavilhões 8 e 12

Um tom verde irá tingir o Salão Satélite, o evento mascote do Salone, em 2008. Por causa da preocupação com o meio ambiente, os cerca de 500 jovens designers convidados do mundo todo irão aterrissar em Milão com obras que, além de inovadoras, devem respeitar as regras corretas de produção. O tema Go Green propõe interpretações da natureza nas formas, texturas e cores. A tendência é a mostra apresentar criações com fortes nuances de tons naturais ou minerais e relevos de pele de animais e folha impressos nos tecidos. O conceituado time do comitê de seleção, com figuras badaladas como o arquiteto Ferruccio Laviani e o designer Giulio Capellini, aposta nessa idéia. Prova de que o conceito ecossustentável não deve sair do programa do Salone tão cedo.

Milão à la carte • Reserve espaço na mala para trazer aquelas comprinhas inevitáveis.

• Rasteirinhas e roupas leves garantem conforto no dia-a-dia, mas leve um sapato de salto para alguma ocasião especial.

• Leve um guarda-chuva de mão.

• Organize sua agenda para percorrer toda a feira sem perder as mostras paralelas nem os passeios; reserve dois dias só para o Salone.

• Prefira o metrô para fugir do trânsito.

• No espaço da feira, o self-service é mais barato, mas você tem a opção de um restaurante à la carte.

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