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O que é preciso saber para escolher sua TV

A tarefa não é simples, por isso, desvendemos neste guia o que significam todas as letrinhas que caracterizam os modelos das novas televisões

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Tempo de resposta, ângulo de visão, DLNA, refresh rate… Foi-se a época em que bastava definir o tamanho da tela ao comprar um televisor. Hoje, é preciso conhecer uma série de siglas, termos em inglês e expressões que parecem saídas de uma apostila de cursinho. Em alguns casos, não há como errar. Mesmo que você não saiba bem quais as vantagens do HDMI sobre o AV, siga seu instinto: quanto mais dessas novas conexões o aparelho tiver, melhor. Muitas vezes, porém, a questão é mais complicada. Você pode investir em uma Smart TV com wi-fi e acabar descobrindo que precisa de algo chamado Dongle para acessar a internet. Aliás, as Smart TVs, ao lado dos modelos de 47” ou maiores, são as que mais encantam o consumidor, segundo Fernanda Summa, gerente de marketing da LG. Seja como for, das pequenas de 32” às jumbo com 3D e controle por voz, não faltam opções.

Pacote básico de funções: eis o mínimo que o aparelho deve ter

Resolução: o catálogo de alguns fabricantes ainda traz TVs com resolução HD, mas a tendência é que cada vez mais o Full HD se torne o padrão – basta ver que, a partir de 40”, praticamente só existem equipamentos disponíveis nesse perfil.

Contraste: embora haja modelos a partir de 2 500:1, é bom lembrar que a taxa dos velhos aparelhos de tubo era 15 000:1. Para ter mais qualidade que antigamente, esse último é o contraste mínimo aceitável. 

Ângulo de visão: exija pelo menos 170 graus, já que o ângulo básico é um pouco inferior a isso e o máximo é 180 graus. 

Taxa de atualização: para os modelos de LCD e de LED, 60 Hz é o mínimo. Os de plasma têm 600 Hz.

Tempo de resposta: a média das telas de LCD e de LED é de 6 ms a 8 ms, satisfatória para o espectador comum. Para os fanáticos por games, o ideal é o índice das TVs de plasma, inferior a 1 ms.

Conexões: além das entradas padrão de áudio e vídeo (como Y/Pb/Br, RCA e VGA, por exemplo) e de antena, vale a pena investir em produtos com o maior número possível de conexões HDMI e USB (o básico é 2 HDMI e 1 USB).

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O tamanho do monitor em relação ao ambiente

Há quem diga que, para encontrar o afastamento ideal entre aTV e o usuário, basta multiplicar por três a diagonal da tela. Masoutros preferem considerar a altura. O fato é que não há regrainfalível, segundo Jorginaldo Dantas, gerente de marketing técnicoda Philips. Ele lembra que a nitidez e a qualidade da imagem ficammelhores a certa distância para uma pessoa e piores para outra.Por isso, em vez de fixar valores absolutos, esse fabricante preferetrabalhar com uma tabela que orienta a escolha:

– Para telas de 19” a 26”, a distância deve ser de 1,50 m a 2 m.

– Para telas de 32” a 37”, vale o intervalo de 2,40 m a 2,80 m.

– Para telas de 42” a 47”, são necessários de 3,20 m a 3,60 m.

– Para telas de 52”, o afastamento aumenta para 4 m.

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Para jogar games, acessar a internet e se sentir imerso:

– A mais alta taxa de atualização e o menor tempo de resposta – características que reduzem sensivelmente os borrões nas cenas de movimento – fazem das telas de plasma as mais recomendadas para os amantes de videogames. Embora as de LCD e de LED não apresentem tempo de resposta tão bom, alguns aparelhos dispõem de recursos interessantes, como a versão de LED com tecnologia Dual Play, da LG: nos games multiplayer, cada jogador, usando óculos especiais, visualiza somente a própria tela.

– Muito mais parecidas com um computador que com os televisores comuns, as Smart TVs acessam a internet e trazem vários apps. Há modelos que, além de permitirem a integração com notebooks e smartphones, interagem com o usuário por meio de controles por voz, movimento e reconhecimento facial.

– Nas chamadas TVs imersivas, a ideia é que cinéfilos possam praticamente mergulhar na tela. Para isso, contam com 3D ativo ou passivo, alta taxa de atualização (para atenuar distorções) e molduras ultrafinas. Em busca de um efeito ainda mais arrebatador, a Philips desenvolveu a tecnologia Ambilight, que projeta atrás e ao redor da tela luzes de mesma cor e intensidade das imagens em exibição.

 

Entenda os termos:

TIPOS DE TELA:

 

LCD – funciona graças a pequenas “células”, que liberam ou bloqueiam a luz de fundo emitida por lâmpadas fluorescentes. Comparada às TVs de plasma, a tela é mais fina, gasta cerca de 10% menos energia e tem desempenho superior em ambientes claros, pois produz menos reflexos. No geral, porém, fica em terceiro lugar na qualidade de imagem. “Se estiver na dúvida entre LCD e LED, fique com o último. Afinal, o LCD é tecnologia ultrapassada”, avalia Carlos Eduardo Vieira, técnico em televisores da associação de consumidores Proteste, lembrando que os preços já se aproximam.

LED – é uma evolução do LCD e trabalha do mesmo modo. A diferença está na luz de fundo: saem as lâmpadas fluorescentes e entram os emissores do tipo LED, que aprimoram a resolução de cores e o contraste e são supereconômicos (gastam cerca de 100 w). Vai bem em ambientes claros. Frente à variedade de modelos, atente para a diferença entre as telas edge-lit (chamadas de LED de borda), com emissores de luz só nas margens, e as full array (painel completo), com emissores na tela inteira, o que aumenta ainda mais o contraste. “As LED edge-lit têm maior oferta e menor preço”, fala Carlos Eduardo, da Proteste. O LED completo sai caro: superam os R$ 15 mil os modelos da Sony e da LG com essa tecnologia.

PLASMA – atua por meio de reações entre os gases no interior da tela. É fabricada apenas com 40” ou mais. Vence em qualidade de imagem: tem cores mais vivas, melhor contraste, alta taxa de atualização e tempo de resposta imbatível. Porém, gasta até três vezes mais energia que as de LED. O efeito burn-in (quando uma imagem estática, como o logo da emissora, acaba “impresso” na tela), comum aos primeiros aparelhos, quase sumiu, segundo Carlos Eduardo: “Hoje, só ocorre se a mesma imagem for exibida por tempo exageradamente prolongado”.

IMAGEM

 

FORMATO DE TELA – é a proporção entre a largura e a altura. O padrão era 4:3, quase quadrado, típico das TVs de tubo. Agora, impera o 16:9, também chamado widescreen (tela larga).

RESOLUÇÃO – uma imagem compõe-se de pixels, minúsculas unidades que recebem e emitem luz e cor. Logo, quanto mais desses quadradinhos houver, melhor será o resultado. Embora a resolução seja medida pela quantidade horizontal e vertical de pixels, em geral os fabricantes só mencionam a segunda. Um aparelho HD (high-definition, ou alta definição) tem 720 pixels, enquanto um Full HD (alta definição máxima) possui 1 020, e os ainda raros Ultra HD superam os 2 000. Mas a qualidade mostrada na tela depende da fonte: uma imagem filmada em HD (caso da programação digital das emissoras nacionais) só é exibida nessa resolução, mesmo em uma TV Full HD.

CONTRASTE – é a relação entre o preto e o branco na imagem. Essa taxa é essencial, pois, se for muito baixa, haverá pouca diferença entre os tons claros e escuros. Ou seja, perdem-se as nuances da fotografia em um filme. O índice vem no formato n:1 (n é o número máximo de pixels pretos para o mínimo de brancos, que é sempre 1). Telas de plasma têm maior contraste, em média 1 000 000:1, porém chegando a 4 000 000:1. Já as de LCD e de LED variam muito, de 2 500:1 (taxa ruim, inferior à das TVs de tubo, de 15 000:1) a 2 000 000:1, podendo, em modelos recentes, se aproximar da média das de plasma.

TAXA DE ATUALIZAÇÃO – em inglês, refresh rate. É o número de vezes por segundo que a tela atualiza a imagem. Quanto maior for, menos distorções haverá, principalmente em cenas de movimento – quem curte filmes de ação e eventos esportivos deve observar esse índice. TVs de plasma oferecem taxa de 600 Hz, contra os 60 Hz em média das demais. Muitos modelos de LED têm recursos para elevá-la até 480 Hz. Os nomes variam: Perfect Motion Rate (Philips), Motion Flow (Sony) e Trumotion (LG). “O leigo não nota a diferença acima de 240 Hz”, adverte Edson Kei, especialista em áudio e vídeo digital da Imagic Multimídia.

ÂNGULO DE VISÃO – imagine a TV no centro de uma das paredes da sala e você de pé em um canto qualquer do ambiente. Ao mirar o meio da tela, seu olhar descreve um ângulo, tanto horizontal quanto vertical, e a imagem pode ou não sofrer distorções. Esses pontos extremos de onde se enxerga a imagem perfeitamente formam o ângulo de visão: quanto mais perto de 180 graus, melhor. Isso significa que, mesmo sentado na ponta do sofá ou deitado no chão, a visualização será boa. O técnico da Proteste, no entanto, lembra que os índices anunciados valem apenas para conteúdos em 2D. “Os óculos 3D limitam o ângulo, assim como no cinema – quem não se posiciona bem em frente à tela não desfruta plenamente do efeito tridimensional.”

TEMPO DE RESPOSTA – em inglês, response time. É o tempo (em milissegundos) que o pixel leva até estar pronto para exibir novas informações de luz e cor – quanto menor, melhor, em especial para quem joga, pois a troca frenética de imagens pode gerar borrões perceptíveis. No plasma, a resposta é inferior a 1 ms, contra os 6 ms a 8 ms dos demais.

3D – além de atuarem de modo convencional (2D), modelos desse tipo exibem conteúdos elaborados em 3D e podem dar caráter tridimensional de qualidade média a conteúdos em 2D. O efeito, original ou não, resulta de imagens sobrepostas, captadas de modo diferente pelos olhos direito e esquerdo. Nos aparelhos com 3D ativo, é produzido pelos óculos (com bateria), que selecionam os dados que cada vista recebe. No caso do 3D passivo, a maior parte do fenômeno ocorre na tela (como no cinema): leves e baratos, os óculos são apenas um filtro. O 3D ativo traz mais profundidade e definição; já no 3D passivo, a sobreposição é menos evidente e as cenas de movimento são menos tremidas.

ÁUDIO

POTÊNCIA – é um dos fatores para a qualidade e o volume do som. A média de 10 w a 20 w adequa-se ao uso doméstico, segundo Edson, da Imagic Multimídia. Mais relevante que a potência é a posição da TV, para ele: “Os alto-falantes ocupam a traseira do aparelho, que não deve ficar em um nicho fechado. Pouca ventilação pode prejudicar o som e causar aquecimento”.

CONEXÔES

HDMI – transmite áudio e vídeo sem perda de qualidade, além de ligar computadores, aparelhos de blu-ray e videogames à TV. Tende a substituir as conexões de áudio e vídeo separadas e com menos qualidade, como o vídeo componente (Y/Pb/Br, só vídeo), o vídeo composto (RCA ou AV, vídeo e áudio) e o VGA (só vídeo).

USB – é, hoje, o padrão de vários eletrônicos. Conecta teclados, mouses e adaptadores wireless, bem como acessa fotos, músicas e vídeos guardados em pen drives e HDs externos. Algumas TVs permitem gravar a programação em pen drive ou HD externo.

WI-FI – marca registrada da tecnologia que transmite dados por meio de ondas de rádio. Virou sinônimo de rede local de internet sem fio. Algumas Smart TVs levam wi-fi integrado (estão prontas para conexão), mas outras pedem um adaptador de nome Dongle (o mesmo usado em computadores), plugado na entrada USB.

LAN – alternativa ao wi-fi, essa entrada para acesso à internet com cabo (vindo do roteador ou do modem) surge em Smart TVs.

INTERATIVIDADE

APP – ou aplicativo. É um software que executa tarefas específicas. A maioria das Smart TVs inclui apps para acessar serviços de notícias e de video on demand, músicas, jogos, redes sociais, YouTube e Skype, além de browsers para navegar livremente.

DLNA – equipamentos com esse certificado podem conversar entre si, desde que conectados à mesma rede, como o wi-fi de sua casa. É possível usar a TV para assistir a um vídeo gravado no tablet ou ver uma foto que está no smartphone – tudo isso sem ligar cabos ou fazer configurações.

VIDEO ON DEMAND – gratuitos ou pagos, os serviços que permitem assistir online a filmes, séries e shows (sem ter de baixá-los) têm se popularizado. A maioria das Smart TVs oferece aplicativos de sites como Crackle e NetFlix – assim, pode-se acessá-los pelo televisor, em vez de conectar o computador.

 

 

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