Milão 50 anos: um balanço da maior feira de design do mundo

Novos nomes em destaque, mostra histórica sobre o design italiano e cuidados com o mercado marcam edição de 2011 do principal evento mundial de design.

Por Redação Atualizado em 29 ago 2018, 11h47 - Publicado em 28 abr 2011, 19h29

No ano que comemora meio século, o Salão do Móvel de Milão dá pistas de que alcançou a maturidade. As empresas mostraram que mesmo em um período de crise é possível fazer um evento em que se busque ao mesmo tempo tendências e bons negócios. Cores neutras e móveis versáteis, que se adaptam a diversas necessidades figuram entre os lançamentos.

Os lançamentos da marca italiana De Padova, apresentados no Fuori Salone, comprovam essa preocupação. A cadeira Florinda, de Monica Foster, utiliza madeira e plástico no seu desenho curinga, que pode ser usado em vários ambientes da casa ou em áreas públicas, como restaurantes e cafés. O design combina simplicidade e estrutura leve, por isso há versões empilháveis com ou sem braços. A mesa Shadow, de Vincent Van Duysen, segue a mesma premissa ao apostar em linhas essenciais e detalhes elegantes.

Ainda no Fuori Salone, a B&B criou peças notáveis como as poltronas de Antonio Citterio e Patricia Urquiola. O novo espaço do Design Museum também chamou a atenção dos visitantes ao apresentar uma retrospectiva do tema de maneira surpreendente.

Entre os novos nomes que ganharam destaque estão os franceses Jean Nouvel e os Irmãos Bouroullec, que assinam peças apresentadas pela Ligne Rosse. A Natuzzi, maior fabricante de estofados da Itália levou para o Salão peças com revestimentos de toque delicado, reforçando a preocupação com o efeito sensorial, já visto na edição passada.

Os dinamarqueses estiveram entre os mais vistos no Salão. Espalhados em nove estandes, eles encantaram os visitantes com seu design puro e delicado. Sempre presentes, os Irmãos Campana experimentaram o bambu vergado na estrutura da cadeira Yii e deixaram seu traço também na parceria com o fabricante Klein Karoo, utilizando sobras de couro de avestruz. Além dos Campana, outro brasileiro – o artesão carioca Getúlio – deixou sua marca no evento, exibindo bonecos feitos de sucata para a Skitsch.

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