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Euroluce: luminárias investem na interação entre luz e espaço

A edição 2013 da feira de iluminação italiana espantou os tempos difíceis apresentando luminárias e soluções que investem na interação entre luz e espaço.

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Realizada a cada dois anos em meio ao burburinho que faz ferver a cidade de Milão na época do Salão Internacional do Móvel, a Euroluce se consagrou por apontar tendências para a iluminação reverenciadas – e copiadas – no mundo todo. Nessa última edição, boa parte do roteiro seguiu inalterado: profissionais badalados, como os designers britânicos Tom Dixon e Ross Lovegrove, emprestaram sua valiosa assinatura a peças produzidas pelas grandes empresas do ramo, muitas delas italianas, como tradicionalmente costuma acontecer. Mas algo mudou. Eles ganharam a companhia de gente gabaritada numa área próxima, a exemplo dos superarquitetos de prestígio global Zaha Hadid (autora da linha Aria para a Slamp), Jean Nouvel e Daniel Libeskind (ambos contratados pela Artemide). Sinal de uma mudança que ganha corpo, o feito foi entendido por experts no assunto como uma aproximação inequívoca entre luz e arquitetura. Depois de acompanhar o evento e observar as novidades, o lighting designer Carlos Fortes, com escritório em São Paulo, destacou a presença surpreendente e numerosa de produtos assim. Seus olhos treinados enxergaram a tendência em itens de apelo decorativo e também naqueles mais técnicos. Como isso se dá na prática? Arandelas que desenham um divertido jogo de luz e sombra na parede, rasgos iluminados que cortam ao mesmo tempo teto e divisórias adjacentes ou mesmo um simples pedestal feito apenas de arestas iluminadas (sugerindo a presença no espaço de dois planos de fato inexistentes) ajudam a esclarecer. Para os visitantes, ficou a impressão de que a crise financeira e criativa que acometeu boa parte da Europa nos últimos anos enfim está indo embora, carregando a reboque eventuais excessos de sobriedade e utilitarismo. “Depois dessa época ruim, as nuvens parecem se dissipar e o clima reflete certo otimismo”, avalia o lighting designer Guinter Parschalk, do Studio IX, de São Paulo. Talvez esse contexto explique não só as situações em que a luz foi trabalhada como material apropriado à definição e à releitura dos espaços construídos como também aquelas em que se presta à arte e à brincadeira. Afinal, “os tempos pedem modos de viver mais dinâmicos, versáteis e coloridos”, constatou o arquiteto Maurício Arruda ao trocar a capital paulista pelo agito de Milão. Algumas das experiências apresentadas nos diversos pavilhões, instalações, mostras e galerias em que a feira se multiplica têm versões factíveis, disponíveis para o consumo. A seguir, você confere uma seleção dos itens de relação mais evidente com a arquitetura.

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