Confira como escolher obras de arte a preços acessíveis na PARTE

Reunimos conselhos de galeristas e exemplos de trabalhos de jovens artistas e nomes consagrados da arte nos estandes da feira de arte contemporânea.

Por Por Cris Komesu Atualizado em 14 dez 2016, 12h30 - Publicado em 6 nov 2014, 16h29

As filas imensas em mega exposições e recordes de público em museus são indícios de um interesse crescente pela arte e a ampliação do público que busca conhecer e também adquirir obras. Em sua 4a edição, a PARTE – feira de arte contemporânea – surfa nesta onda de expansão. O evento, que começou com 22 expositores, hoje reúne 45 galerias de São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Miami, entre outras cidades, e espera atrair um público de cerca de 12 mil pessoas ao Paço das Artes, em São Paulo, entre 05 e 09 de novembro.

“A feira é uma plataforma de lançamento do novo, em vários sentidos – tanto novos artistas quanto novas galerias e novos colecionadores”, afirma Tamara Perlman, idealizadora do evento juntamente com a sócia Lina Wurzmann.

Além do foco em artistas contemporâneos, a feira caracteriza-se por exibir obras a preços acessíveis – cerca de 60% dos trabalhos apresentados tem valor inferior a R$ 5 mil. São trabalhos de artistas novos no circuito e também opções de obras com tiragem grande de artistas já consagrados, o que possibilita a redução dos custos.

Com isso, o negócio torna-se atrativo para aqueles que começaram a se interessar pela arte e desejam comprar a primeira obra, ou iniciar uma coleção. Mas antes de começar a assinar os cheques, é importante levar em conta alguns detalhes ao decidir pela obra. Confira as dicas de galeristas:

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– Siga seu gosto pessoal. Não adianta ter um trabalho de um grande artista, se a obra não cativar, provocar uma emoção. “A pessoa vai conviver com a obra em casa, vai fazer parte da vida dela. Então melhor que seja algo de que gosta de verdade”, diz Eduardo Besen, diretor da galeria Gravura Brasileira. 

– Pesquise. Mas não adianta apenas gostar, uma boa pesquisa é essencial. Em ambientes como feiras de arte, é preciso olhar com calma, comparar diferentes obras, buscar juntar o máximo de informações. Procure saber sobre a trajetória do artista, as exposições de que participou, e também sobre o trabalho da galeria.  “O pior cenário é que aquele artista deixe de ser artista. Por isso, além de conhecer seu trabalho, é importante saber se a galeria que o representa é séria, se ajudará a desenvolver a carreira dele”, explica Tamara Perlman.

– Peça ajuda. Se tiver dúvidas, converse com as pessoas, pergunte sobre as técnicas utilizadas na criação da obra. “Pouca gente conhece os processos da gravura. Explicamos como são feitas, as diferenças entre as técnicas. Quando conhecem, dão mais valor ao trabalho”, afirma Eduardo Besen.

Há também a opção de procurar a ajuda de consultorias especializadas em arte. Nesta edição da PARTE, há o serviço da Ronya Art Advisory, em que profissionais estarão disponíveis para agendar visitas orientadas pelos estandes da feira, auxiliando o visitante a encontrar a obra ideal. O custo do serviço é de R$ 270.

– Crie um repertório. Visitar feiras e exposições em galerias e museus é importante para construir sua base de referências, ampliar horizontes, apurar gostos e conhecer a produção atual. Com isso, fica mais fácil decidir o que mais agrada dentro dos vários estilos. 

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