Cadeira proibida: foto em revista russa choca pelo racismo

Em uma das imagens, uma socialite russa, branca, se senta numa cadeira em forma de “mulher negra seminua”.

Por Por Guilherme Dearo, do site Exame.com Atualizado em 14 dez 2016, 12h04 - Publicado em 28 jan 2014, 15h50
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São Paulo – Em uma entrevista publicada em um site russo, a socialite Dasha Zhukova apareceu sentada em uma cadeira que imita uma mulher negra seminua. Sim, você leu bem. A cadeira tem forma de uma pessoa negra seminua e em pose degradante. A “peça de design” logo chamou a atenção pelo teor racista e recebeu inúmeras críticas. Claire Sulmers, editora do site FashionBombDaily, foi a primeira a chamar a atenção para o caso: “Superioridade e dominância do branco, articulada de maneira degradante e ainda em uma situação serena”, definiu. “As indústrias de arte e moda são os poucos bastiões da sociedade onde o racismo flagrante e a ignorância têm sinal verde em nome da criatividade”, criticou Sulmers. A cadeira foi criada pelo artista Allen Jones nos anos 1960. É possível ver seu trabalho no site da Tate. Aparentemente, o mobiliário também tem uma “versão branca”. Após as críticas começarem, o site tratou logo de cortar a foto da entrevista e deixar apenas a imagem de Shukova, sem mostrar a cadeira. Shukova escreveu um pedido de desculpas após as críticas e rebateu as acusações de racismo: “Essa fotografia foi publicada completamente fora de contexto e é uma obra que fala justamente sobre a questão das políticas raciais e de gênero. Eu abomino o racismo”, disse. Ela é dona de uma famosa galeria de arte na Rússia e também namorada do magnata Roman Abramovich, dono do time de futebol inglês Chelsea.

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