Porque você deve apostar em móveis antigos na decoração

Confira como mesclar com peças atuais sem deixar o projeto datado nem sobrecarregado

Por Redação Atualizado em 27 abr 2022, 18h20 - Publicado em 29 abr 2022, 19h00
Sala de estar moderna que conta com uma cristaleira em estilo mais antigo, entalhada em madeira e pintada com um tom de azul turquesa.
Julia Ribeiro/Casa.com.br

Muito bem alinhados nos mais diferentes estilos, os móveis antigos permitem criar um contraste interessante com peças contemporâneas, dando mais personalidade ao ambiente, além de conferir mais elegância.

E, muitas vezes carregadas por histórias de família, eles transmitem um significado especial. Porém, para que a combinação entre o moderno e o antigo esteja em harmonia é essencial saber dosar a quantidade de itens com ares vintage no ambiente.

Armário vintage
Reprodução/Pinterest

“Para incluir um móvel antigo na leitura de um décor atual, primeiramente, precisamos observar o estilo e a proposta de distribuição do layout para só então definirmos o melhor lugar e o nível de destaque que desejamos atribuir a ele”, explica a arquiteta Fernanda Mendonça, sócia de Bianca Atalla no escritório Oliva Arquitetura.

Ela ainda acrescenta que para uma proposta mais contemporânea, a solução é aplicar um novo acabamento.

Incluindo o móvel antigo no décor

Sala de estar com bancada em madeira entalhada atrás do sofá branco.
Julia Ribeiro/Casa.com.br

Os móveis antigos podem ser inseridos em qualquer cômodo. Segundo Bianca, não existe uma quantidade certa de móveis para colocar em um determinado ambiente e esse número pode variar de acordo com o afeto que o morador sente por cada peça. Contudo, o excesso pode provocar a sensação de um local envelhecido e obsoleto.

Sala de estar moderna que conta com uma cristaleira em estilo mais antigo, entalhada em madeira e pintada com um tom de azul turquesa.

Com isso, a recomendação é trabalhar o projeto incluindo peças pontuais que assumam a posição de destaque, em uma mescla entre o mobiliário vintage e moderno. E, nesse contexto, moradores e profissionais de arquitetura podem mergulhar na criatividade para sair do óbvio ao decidir pelos processos de restauração de pintura com cores diferentes.

“Uma nova roupagem muda completamente a aparência do móvel, contribuindo para o equilíbrio almejado no projeto”, declara a arquiteta Fernanda.

Restauração

Quarto com piano vertical de madeira clara.
Julia Ribeiro/Casa.com.br

Para renovar ou resgatar o aspecto original do mobiliário antigo, é possível fazer a restauração, processo que visa manter a aparência original da peça, mas com o propósito de valorizar a atmosfera natural e as características da época em que foi fabricado. As técnicas de reparação também permitem conceder uma nova função e modernizar os móveis com história.

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Sala de jantar com pendente; mesa em madeira com quatro lugares; aparador amarelo; nicho iluminado
Projeto de Terça Arquitetura Manuel Sá/Casa.com.br

Mas antes de decidir o caminho a seguir é necessário avaliar a peça com cuidado. “Nós podemos utilizar o móvel antigo na sua estética original fazendo um trabalho de restauração que não retira a sua essência.

Agora, se a intenção for prosseguir por uma atmosfera mais moderna, a realização de uma pintura ou um novo acabamento é uma boa alternativa”, orienta Bianca.

Valor sentimental

Banheiro com móvel de madeira antigo que faz as vezes de uma bancada para o lavatório. Este que é feito em porcelana branca e com uma torneira moderna, dourada.
Reprodução/Pinterest

O reparo de móveis com memória afetiva deve ser sempre considerado, uma vez que o décor revela o que é importante na vida de cada morador. Não é à toa que, quando uma peça com grande valor sentimental é danificada ou doada, algumas pessoas sentem uma profunda dor da perda.

Mesa de madeira funcionando como bar
Projeto de Brise Arquitetura Denilson Machado, MCA Estúdio/Casa.com.br

Com isso, é preciso diferenciar o valor financeiro entre uma poltrona antiga e uma cadeira com design mais moderno, pois nem sempre a sua grandeza e valorização são diretamente ligadas ao aspecto financeiro.

“Já vivenciamos muitas situações em que a carga emocional impediu que o morador se desfizesse de um móvel e isso nos fez incluí-lo com uma visão coerente no projeto de interiores”, relembra a arquiteta Fernanda Mendonça.

Relação custo-benefício

Banheiro com gaveteiro de madeira.
Julia Ribeiro/Casa.com.br

A utilização de móveis antigos também é uma boa alternativa para quem pretende economizar na decoração. Atualmente, existem muitas lojas especializadas em comercializar móveis do passado, facilitando a procura de quem deseja obtê-los.

Sala de jantar com mesa e cristaleira
Projeto de Vitreo Arquitetura Landhi/Reprodução

Uma outra possibilidade é garimpar para encontrar exatamente o móvel desejado, já que por ser um item pouco procurado pode não estar nas vitrines.

“Sem dúvidas barateiam o custo da obra, além de serem sustentáveis. E é perfeitamente possível, mesmo sem um vínculo inicial com o proprietário, construir uma história”, concluem as arquitetas.

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