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Telhas: informe-se e faça a escolha certa

A cobertura bem planejada assegura proteção contra a água da chuva, além de eficiência contra barulho, calor e frio em excesso. E o elemento mais importante dessa composição é a telha. Logo, a tarefa de eleger o material e o formato das peças não é simples, pois qualquer erro pode pesar no bolso e resultar na temida infiltração. Respondemos as principais dúvidas tudo para você dormir tranquilo sob um teto seguro.

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Quais são os pontos fortes e fracos de cada material?

 

As tradicionais peças cerâmicas são as mais fáceis de encontrar, em diversos modelos e com bom desempenho em relação a ruídos e variações de temperatura. As de fibrocimento e as de poliuretano são mais leves e baratas, o que ajuda a poupar na estrutura, porém seu comportamento termoacústico não é dos melhores. As telhas metálicas também são leves e, em alguns casos, têm excelentes características termoacústicas, apesar do preço mais elevado. os exemplares de concreto são resistentes, mas pesados. menos comuns, os de madeira são opções eficientes no que se refere a temperatura e barulho, mas pesam no bolso e podem ser atacados por insetos caso não recebam tratamento adequado. Para cada um dos materiais, a Associação brasileira de normas Técnicas (AbnT) determina regras específicas que garantem a qualidade do produto – e economia a longo prazo. “uma boa telha de barro, por exemplo, dura mais de 100 anos. A estrutura do telhado apodrece e as peças continuam intactas”, comenta Adilson Boss, sócio da Cia. das Telhas, de São Paulo.

Há opções ecologicamente corretas?

 

Sim, as empresas já fabricam telhas pautadas por esse conceito. A onduline, por exemplo, desenvolveu peças com fibras vegetais pigmentadas e impermeabilizadas. “uma tonelada de celulose reciclada evita o corte de 30 árvores e resulta na produção de 300 telhas”, explica Ana Carolina Carpentieri, coordenadora de marketing da marca. A Telhas leve utiliza como matéria-prima garrafas pet recicladas. “A tecnologia empregada garante resistência ao calor e total impermeabilidade”, diz Thiago Formariz Miranda, do departamento comercial.

Como sei que a telha é de boa procedência?

 

Os modelos recebem o Certificado de Conformidade se for atestado que a produção seguiu as normas da AbnT, no entanto, como muitas vezes as peças não são sequer embaladas, não há como imprimir esse ao fabricante ou na própria loja”, aconselha o engenheiro civil Roberto Massaru Watanabe, de São paulo. o documento deve conter número do certificado, data, número da norma brasileira e dados do certificador.

E o amianto? Foi proibido?

 

Os produtos fabricados com amianto estão proibidos no Estado de São Paulo desde 2008. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a substância pode provocar doenças graves, a exemplo de câncer. Porém, como o problema está na produção e no manuseio do material, o telhado já instalado não oferece risco aos moradores. Roberto Watanabe apenas avisa: “Se durante uma chuva telhas de amianto quebrarem, os cacos não podem ser jogados no lixo comum”. O descarte deve ser feito em um aterro especializado: o Conselho Nacional do Meio Ambiente é uma fonte de consulta para saber como proceder em sua região.

O que determinar primeiro: estrutura ou telha?

 

Defina o modelo de telha antes. O peso da peça – que varia muito conforme o material – e o tamanho são decisivos para o projeto da estrutura. Além disso, todo fabricante especifica a inclinação mínima de telhado que aquele produto exige. “Os tipos colonial e paulista, por exemplo, necessitam de pouco caimento, geralmente a partir de 30%”, aponta Roberto. Para garantir uma cobertura perfeita, conte com um engenheiro ou telhadista: esses especialistas fazem cálculos específicos, considerando o clima, o desenho arquitetônico, o peso da telha e a consequente necessidade ou não de amarrá-la (a peça precisa resistir à força de sucção do vento, que tende a levantar a cobertura).

Como escolher o estilo?

 

Telhas de madeira vão bem em casas de visual rústico, por exemplo, assim como as de barro dão o tom em telhados com jeitão colonial. Mas não há uma regra rígida: tudo fica a critério do gosto do morador e do estilo do profissional envolvido no projeto. Vale lembrar que até as construções contemporâneas aparentemente sem telhado pedem telhas que ficam ocultas. “Usamos modelos metálicos do tipo sanduíche , que requerem caimento mínimo de 2% e ficam escondidos por platibandas, espécie de mureta que circunda o beiral”, aponta o engenheiro civil Marcelo Libeskind, de São Paulo. No extremo oposto, os chalés de origem europeia levam telhas com inclinação que ultrapassa os 40%.

Telhas mais leves são sinônimo de economia?

 

Nem sempre. Apesar de pedirem estruturas também mais leves – o que poupa recursos nessa fase e até mesmo nas fundações -, certos materiais são tão caros, que superam ou igualam o custo da armação. Outro ponto importante é calcular a quantidade necessária por metro quadrado. “Não adianta leveza ou preço baixo se forem necessárias muitas unidades para uma área pequena”, esclarece Adilson Boss, da Cia. das Telhas. Roberto levanta uma última questão: “Modelos miúdos demandam mais mão de obra no transporte, no armazenamento e na colocação”.

Como cálculo a quantidade necessária para meu telhado?

 

“Por falta de padronagem das dimensões, que variam entre as marcas até quando se trata de um mesmo modelo, cada produto requer diferentes quantidades por metro quadrado”, alerta Roberto Watanabe. Por isso, é preciso conhecer a área da cobertura, o modelo da telha e o fabricante. Com base nesses dados, o vendedor ou o manual de especificações pode esclarecer sobre o número necessário. “Compre 10% a mais como margem de segurança e para eventuais reparos futuros”, recomenda Marcelo Libeskind.

É preciso aplicar impermeabilizante nas peças?

 

Se existir um certificado de qualidade, é sinal de que o produto oferece baixa absorção de água, dispensando proteção extra. “Uma telha cerâmica, por exemplo, não deve ter seus poros tampados, porque precisa respirar e perder calor por evaporação”, explica Roberto. Essa característica conta com diferentes garantias de durabilidade entre as empresas: finda a garantia, passe um impermeabilizante apropriado.

O que ocorre se a telha for imprópria para a inclinação?

 

Infiltrações são a pior consequência. “Se o caimento ficar menor que o determinado, a água permanece estagnada e corre o risco de escorrer para debaixo do telhado”, explica Marcelo. Se for maior, as telhas podem não ficar fixas no lugar. Para resolver a questão, há recursos como a amarração, mas que dependem da situação em que se encontra a cobertura. Se as telhas não estiverem perfeitamente encaixadas, mas houver poucas áreas sujeitas à passagem de água, uma solução simples é a instalação de uma manta de subcobertura. Por sinal, “as subcoberturas ajudam a melhorar o desempenho térmico e acústico no interior da construção”, segundo Gabriel Pontes, coordenador técnico da Eternit. Elas são aplicadas sobre a estrutura do telhado, antes da instalação das telhas.

As cores influenciam no conforto térmico?

 

“Sim. O branco reflete os raios solares, por exemplo”, aponta Gabriel. Estudos provam que, ao se pintar a cobertura de branco ou com tintas refletivas, reduz-se a temperatura dentro do imóvel e nas ilhas de calor dos centros urbanos. Nas cidades, a limpeza precisa ser constante para manter o telhado claro – senão, perde-se o benefício.

O interior da minha casa é escuro. Como substituir algumas peças por outras transparentes?

 

O ideal é que a marca das telhas já instaladas também ofereça exemplares de vidro ou de policarbonato no mesmo formato. Se o fabricante não possuir peças transparentes, é preciso pesquisar outro fornecedor, atentando para que forma e tamanho sejam idênticos para um encaixe perfeito. “Do contrário, esse poderá ser um ponto fraco para infiltrações”, diz Marcelo.

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