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iF Design Award 2020 premia 30 projetos brasileiros

A premiação, considerada a mais antiga e importante do design autoral ao redor do mundo, contemplou nomes como Jader Almeida e Ronald Sasson

 (Divulgação/Casa.com.br)

Criado em 1953 e considerado o mais antigo e importante selo de design independente do mundo, o alemão iF Design Award de 2020 contemplou, de forma vasta, a prática autoral brasileira. Foram 30 projetos laureados no Brasil, tendo dois deles alcançado o mais alto grau de reconhecimento da premiação – o iF Gold Award.

Este nível mais alto do prêmio o foi dado ao Bracelete Click, por Antonio Bernardo, e a peça Docol Play, de Angelo Bucci.

Os premiados – mais de sete mil inscritos provindos de 56 diferentes países – foram avaliados por um júri de 78 pessoas e anunciados ontem, no dia 4 de fevereiro. Quer saber quais foram as peças vencedoras e seus autores? Então confira a lista abaixo:

Bracelete Click, por Antonio Bernardo – iF Gold

 (Divulgação/Casa.com.br)

O bracelete, cujo formato é de tubo, enlaça o braço e conta com uma argola no final de uma das extremidades que abraça o diamante. O movimento do aro, ao encontrar a pedra preciosa, encaixa-se em um click.

A ausência de fecho é o que desperta a curiosidade de todo usuário sobre como abrir ou fechar o bracelete.

Docol Play, por Angelo Bucci (SPBR Arquitetos) – iF Gold

 (Divulgação/Casa.com.br)

Foi a versatilidade da peça desenvolvida por Bucci – híbrida de chuveiro e bica – que conquistou os avaliadores do iF Design Award 2020.

Cadeira Ella, por Jader Almeida

Designer e diretor criativo da Sollos, Jader Almeida conquistou três prêmios nesta edição do iF Award. A partir desta premiação, a marca adquire o direito de usar o reconhecido selo do iF em seus projetos para atestar sua qualidade e excelência em design, além de ter as peças inseridas na exposição online da organização.

Além disso, as peçam passam a integram o iF WORLD DESIGN GUIDE, uma plataforma digital de referência de empresas e profissionais de design de todo o mundo.

“A linha Ella deixa claro o domínio da forma e a execução requintada e complexa, apresentando um produto com incrível leveza visual”, avaliou o júri.

Cadeira Windsor, por Jader Almeida

A Windsor é outra peça desenhada por Jader para a Sollos – com referência às primeiras mobílias produzidas nas colônias inglesas da América do Norte – a cadeira foi reinterpretada sob os traços característicos do designer.

Luminária Memory, por Jader Almeida

A luminária Memory, também da Sollos, foi a terceira peça de Jader a ganhar o prêmio. Segundo os avaliadores, “o equilíbrio entre seus materiais garante beleza e identidade. É fácil de usar e de interpretar”.

Poltrona Copa, por Ronald Sasson

Desenvolvida para a Tecline, a poltrona Copa é uma peça criada em homenagem ao Hotel Copacabana Palace, icônico endereço carioca, que viveu seu auge nos anos 1960.

As formas da peça fazem uma releitura do mobiliário brasileiro desta mesma década, com sua estrutura delgada e elegante. O espaldar de couro sola e os braços orgânicos de nogueira maciça trazem força e calor à peça, que tem estilo clássico e atemporal. Já a sua estrutura de metal com pintura acetinada oferece a dose de contemporaneidade.

A escolha do tecido natural para o estofamento vem ao encontro da proposta de tons sóbrios e que se adaptam ao estilo do usuário.

Banco Serpa, por Ronald Sasson

Já o banco Serpa, que recebeu recentemente o Good Design Award 2019, presta homenagem a um dos coletivos mais importantes das artes visuais que existiram no Brasil e faz referência a um dos fundadores do grupo, Ivan Serpa.

A peça tem como inspiração o quadro Formas, de Ivan Serpa, que o iniciou no trabalho com abstração geométrica. Como resultado, o banco brinca com as formas: tubos de aço atravessam a base de MDF naval, como se estivessem “deformando” a estrutura sólida.

Transoceânica BHLS Corridor Stations, por Guto Indio da Costa

 (Instagram Guto Indio da Costa/Reprodução)

Com um design de plataforma aberta, este corredor desenhado por Guto Indio da Costa é integrado de forma harmoniosa à cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

A transparência é um elemento-chave do projeto. As plataformas de embarque oferecem acesso direto aos ônibus BHLS de convés baixo, permitindo fácil trânsito de passageiros, cadeiras de rodas e carrinhos, enquanto a emissão de bilhetes e o monitoramento de passageiros são totalmente eletrônicos.

Coleção SIX, da Santa Luzia

A coleção SIX foi escolha unânime entre os 78 jurados na disciplina produto na categoria de revestimentos. Sustentável, ela reúne peças hexagonais de 13 x 15 cm em seis opções de cores: branco, preto, ouro, ouro rosé, cinza glacial, cinza elefante, grafite e rupestre. Os revestimentos são fabricados a partir do reaproveitamento de resíduos plásticos de poliuretano (PU).

Casa GGL, por Studio AG Arquitetura

Construída em um terreno longo e estreito e permitindo a maximização do espaço em um ambiente urbano, a Casa GGL também levou o prêmio. “O projeto pretende ser novo e inesperado, respeitando o estilo arquitetônico das habitações vizinhas”, avaliam os jurados.

Projeto Dream House, por Cristina Menezes

Reverberando a brasilidade de maneira madura, sem alegorismos ou ser folclórico, o projeto apresenta espaços integrados e pensados para um jovem casal que adora compartilhar bons momentos com amigos. O design de interiores é atemporal, com poucos móveis, mas com funcionalidade.

Memorial da Imigração Japonesa, por Gustavo Penna e Mariza Machado

 (Jomar Bragança/Divulgação)

Em Minas Gerais, um museu a céu aberto celebra e reforça a relação entre Japão e Brasil – o Memorial da Imigração Japonesa. “É uma analogia feliz que fala da síntese e da concisão comum aos dois povos”.

Buffet Aero, por PLATAFORMA4 

 (Divulgação/Casa.com.br)

Destacada pelo prêmio, a peça – produzida para a Líder Interiores – apresenta traços inspirados na arquitetura modernista brasileira. “É um móvel com uma forte identidade brasileira. É uma ótima peça para armazenar objetos com gavetas e prateleiras ou para dividir espaços”, avalia o júri.

Luminária Big Neu, por Stella

 (Divulgação/Casa.com.br)

A luminária é uma extensão da linha Neu, com nova roupagem em tamanho maior. “O efeito de luz devido à textura do produto é único, marcando elegantemente o caminho”, diz a banca.

Luminária PEG, por Omega Light

 (Omega Light/Divulgação)

Composta por uma base em perfil de alumínio, a luminária foi inspirada pela funcionalidade dos pegboards e pode ter até 3,37 metros de comprimento. 

Mas ela não é somente feita para iluminar – pode receber, também, vários acessórios para a casa e facilitar as atividades do dia a dia. 

Docol Giro, por Gui Mattos 

 (Divulgação/Casa.com.br)

Com a essência de que só revela sua função quando está sendo manuseada, a peça Docol Giro foi criada com exclusividade para a marca pelo arquiteto Gui Mattos.

Ousada e sutil ao mesmo tempo, a proposta do arquiteto explora uma das formas primárias – o retângulo. Uma leve virada na parte do topo do bloco faz um bico surgir, que, por sua vez, libera água quando atinge o centro da cuba.

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