Gisele Taranto elege temas que precisam ficar no nosso radar

A lista da arquiteta pode parecer vinda de um filme futurista, mas está tudo mais perto de acontecer do que a gente pode imaginar

Por Vanessa D'Amaro Atualizado em 17 fev 2020, 15h37 - Publicado em 21 jan 2020, 15h50
Reprodução/Casa.com.br

A constante busca pelo novo é uma das marcas do trabalho de Gisele Taranto. Formada pela Universidade Santa Úrsula no Rio de Janeiro, a arquiteta estudou também no Rensselaer Polytechnic Institute e no Hudson Valley Community College, em Nova York, onde morou no começo dos anos 1990. De volta ao Brasil, foi sócia da Progetto Arquitetura e Interiores antes de abrir o seu próprio escritório em 2011, Gisele Taranto Arquitetura, focado principalmente em projetos residenciais de alto padrão.

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A preocupação em entender a essência de cada trabalho, as características de cada material e o olhar apurado para com a arte e o design são características que destacam Gisele no mercado de arquitetura de interiores. É com esse cuidado que ela preparou uma lista de links interessantes, com alguns dos assuntos mais relevantes sobre o futuro e que você, leitor, deve ficar de olho. Por aqui, achamos que esse futuro tem um quê de ficção científica – ou será que é o nosso presente que já tem esse aspecto?

1. Precisamos falar sobre a ilha de conglomerado de plástico no Pacífico

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Em língua inglesa, você vai achar o termo “plastiglomerade” para fazer referência a ilha de plástico formada perto do Havaí, no Oceano Pacífico. Por aqui, vamos chamar de conglomerado de plástico, na falta de uma palavra melhor. O que acontece por ali representa um grande alerta de acordo com os cientistas: o material jogado no oceano em contato com sedimentos da região formou um novo tipo de “rocha”, com o plástico em sua composição.

Alguns cientistas chegam a dizer que o plástico combinado a sedimentos naturais pode representar uma nova era geológica, em termos de evolução: o Antropoceno, a era do humano. Eis um grande alerta para a interferência humana no meio ambiente.

2. No futuro, a tecnologia 3D vai criar comidas específicas para o seu próprio paladar

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Aparentemente, desde o último festival de SXSW, em Austin, já tem gente sabendo como será o sushi do futuro. Pesquisadores japoneses vêm estudando como a tecnologia 3D pode criar alimentos que atendam às necessidades nutricionais específicas dos seus clientes.

Explicamos: em um futuro não tão distante, você pode reservar um jantar em um restaurante e receber um kit de saúde. Aí basta fazer xixi em um potinho ou cuspir em um tubo para que o seu DNA seja analisado e o seu sushi ideal – de acordo com o seu diagnóstico – seja criado via 3D. Parece coisa de maluco? Pois é, mas tem gente apostando nisso. O “Sushi Singularity” deve ser lançado no Japão em 2020.

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3. Objetos de cerâmica feitos de resíduos industriais

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Este projeto da Royal College of Art, de Londres, chamou a atenção de Gisele por ter como matéria-prima o lixo industrial. São peças criadas por designers a partir da “red mud”, ou lama vermelha – isto é, os resíduos de bauxita, que é o material natural que dá origem aos óxidos de alumínio. A série chama a atenção para o que é descartado pela indústria e propõe um novo uso a materiais que poderiam contaminar o meio ambiente.

4. Hemp line construction

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A sustentabilidade não é apenas o assunto do momento, mas sim a urgência. Uma das medidas para garantir que ela seja de fato uma atitude – e não uma ação de marketing – é observar toda a cadeia de produção dos materiais envolvidos em uma construção. É através do conhecimento sobre a procedência, do transporte e do uso no local que é possível, de fato, chamar uma construção de sustentável.

Pensando nisso, alguns arquitetos têm feito estudos com materiais que causam menos impacto em grandes construções. Uma delas é chamada de hemp line construction – isto é, um composto a base de cal de cânhamo para construção. Esse material conseguiria ser usado em obras residências sem impactar o meio ambiente.

5. Bio-hacking e bio-engineering

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Os dois termos falam sobre objetos ou construções capazes de serem programados por código. Mas não apenas: eles podem, inclusive, evoluir, degenerar e até mudar naturalmente. O bio-hacking e bio-engineering seriam, portanto, maneiras de programar estruturas capazes de se adaptar a diferentes cenários. Este tipo de trabalho tem sido exibido, por enquanto, em museus e mostras de arte pelo mundo e já evidenciam um caminho bem intrigante para o design e a arquitetura.


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