Com mais formatos e funções, estantes mantêm protagonismo nos interiores
Descubra como as estantes se transformaram em peças multifuncionais, unindo estética contemporânea, afeto e organização
Estantes têm um lugar cativo nos projetos de interiores residencias, mas, ao longo dos anos, ganharam novas formas e funções. “Há séculos, ela representava o local para a disposição de livros com a formatação de grandes bibliotecas em ambientações que inspiravam momentos voltados aos estudos e à cultura. Hoje a peça encarna novas definições”, conta a arquiteta Rosangela Pena, responsável por escritório homônimo.
Uma das mudanças é que as peças costumam ser mais leves hoje, tanto em termos de estrutura quanto do conteúdo que recebem. No passado, por exemplo, era comum que fossem de madeira, principalmente em tons mais escuros, e contassem com adornos feitos com entalhes e técnicas de marchetaria. Hoje, as propostas costumam ser diferentes. “O décor inspira visuais mais limpos e, de certa forma, minimalista. A ornamentação acontece por meio da seleção dos itens escolhidos para a decoração”, pontua.
Entre os materiais empregados, a serralheria é bastante presente em combinações com a própria madeira (natural ou em MDF), vidro e pedras. Geralmente executadas sob medida, a marcenaria também entra em cena com a execução de estantes compostas por nichos ou prateleiras assimétricas, entre outras possibilidades. “O mobiliário tanto pode ser a estrela principal ou complementar outro elemento de destaque que designamos para o ambiente”, declara Rosangela.
Funções
A profissional afirma que é indiscutível pensar que a estante está associada à decoração, justamente por exibir diferentes artefatos – principalmente aqueles que fazem sentido aos moradores. “Considero, inclusive, que a estante seja o mobiliário mais afetivo dentro de um projeto de interiores, pois é nela que os moradores dispõem conteúdos de enorme valor sentimental e pessoal, atribuindo um valor imaterial a ela”, reflete.
Todavia essa não é a única competência que o móvel cumpre nos projetos. Junto com organização visual em si, o item pode, estrategicamente, delimitar e setorizar ambientes. Além disso, sua disposição se soma ao projeto tanto por meio das suas características, como por ocupar espaços, como o caso de uma parede vazia.





