Escolhas de materiais pelo escritório Figueroa.arq

O arquiteto Mario Figueroa iniciou uma parceria com jovens multitalentosos. O sopro de novidade impulsiona a equipe a projetar com um olho fora do país e o outro aqui

Por Reportagem visual Carolina Diniz Fotos Levi Mendes Jr Atualizado em 20 dez 2016, 19h50 - Publicado em 11 mar 2015, 22h08
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Nascido no Chile e radicado no Brasil – onde se formou –, o arquiteto Mario Figueroa (na foto, no centro) é figura conhecida entre os colegas de São Paulo. Professor universitário, circula com desenvoltura entre alunos e mestres. Também já soma bom número de escritórios e parcerias, sinal, talvez, de seu espírito inquieto. Em 2011, ele se uniu a Marcus Vinicius Damon e Letícia Tamisari (também no retrato) para fundar o estúdio Figueroa.arq. Embora relativamente recente, a sociedade já diz a que vem: aos poucos, o trio e seus colaboradores apresentam projetos nos quais aparece a importância que dão aos diversos tipos e escalas de design – tanto em obras estrangeiras quanto nacionais. Um bom exemplo aparece abaixo, no spa recém-concluído na capital paulista.

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1. O deck de cumaru (5 cm de largura e comprimento variado) da Pau-Pau Pisos de Madeira tem preço inicial de R$ 290 o m², instalado em São Paulo. O valor varia conforme o tipo de fixação.

2. Em cores que dialogam com as do projeto, os azulejos (15 x 15 cm) seguem a paginação determinada pelos artistas do Coletivo Muda, que aceitam encomendas.

3. Bastante usada em piscinas, a pedra asiática hijau verde – aqui na versão lisa e em placas de 20 x 20 cm – é importada e vendida pela Palimanan por R$ 195 o m².

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4. Tábuas de accoya (madeira holandesa tratada para resistir ao tempo) foram cortadas na fresa pela Fabbrica Marcenaria e deram origem ao painel decorativo, fornecido por cerca de R$ 2,2 mil o m².

 

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1. O visual orgânico da construção tem como reforço a calorosa presença da madeira, que cobre até as rampas de acesso.

2. Geométrico, o painel é criação do grupo carioca Coletivo Muda, que faz obras de arte e intervenções urbanas usando ladrilhos.

3. O espelho-d’água se assemelha a um lago. Seu aspecto natural vem do revestimento, uma rocha de origem asiática.

4. O rendilhado segue o desenho feito pelos arquitetos e usinado na madeira. As tábuas foram encaixadas umas nas outras e presas em estrutura de alumínio.

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