Como fazer uma boa iluminação em ambientes com e sem forro de gesso

Um projeto luminotécnico depende da escolha certa das lâmpadas. Aliadas às luminárias, elas podem criar efeitos de luz que deixará seus ambientes agradáveis

Por Texto Daniella Grinbergas | Reportagem Visual Fernanda de Castro Lima e Bianca da Silva Pereira (Colaboração) | Ilustrações Fabio Flaks Atualizado em 19 jan 2017, 13h44 - Publicado em 21 set 2012, 21h06

É claro que as luminárias contam muitos pontos na decoração e também ajudam a criar efeitos de luz, mas, ao contrário da crença geral, elas não são as estrelas de um projeto luminotécnico. A definição mais importante se refere às lâmpadas, as verdadeiras protagonistas dessa história. A escolha correta é o primeiro passo rumo à conquista de ambientes confortáveis, com iluminação na medida. Só então chega a vez de se esbaldar entre os inúmeros spots e lustres, comprando aqueles que se adequam às lâmpadas eleitas. Para provar que o assunto não é um bicho de sete cabeças, como parece, fizemos uma reportagem com informações que vão clarear as ideias, e mostramos dois exemplos de como resolver um ambiente integrado – com e sem gesso no teto criados pelo Estúdio Carlos Fores Luz + Design.

Como iluminar ambientes com forro de gesso

 

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O espaço é conjunto, mas não pense que a iluminação pode ser geral ou abranger mais de uma área. Cada um dos locais pede determinado tipo de luz, de acordo com o uso, portanto trate-os isoladamente.

 

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– “A vantagem do gesso é a flexibilidade. É possível trabalhar os circuitos, fazer novos pontos de luz e sancas”, explica o arquiteto e lighting designer Carlos Fortes. Note que, na primeira sala, o forro com sanca delimita o estar e produz iluminação indireta – discreta e sem sombras marcantes. O aspecto negativo é o custo: por um projeto como este, com cerca de 15 m², a AY Gesso cobraria R$ 3 910.

 

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– No jantar, o importante é ter uma luminária bem acima da mesa (a 60 cm do tampo), um modelo que não provoque áreas de sombra, nem ofusque quem está sentado. “O modelo mais comum é o pendente de luz direta”, ensina o especialista.

 

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1. Pendente Aruba roomstylers (Philips), de metal escovado e tecido (0,40 x 1,50 m*). O soquete de rosca E-27 permite acoplar uma lâmpada incandescente de até 75 w, uma fluorescente compacta ou LED. Luz & Etc , R$ 246,15

2. O 225701 tem spot direcionável com moldura de alumínio (9 x 9 cm). Recebe dicroica ou AR 48, ambas de 50 w. Sobre o balcão e a TV no estar, há lâmpadas com 10 graus de angulação e, na cozinha e no corredor, de 60 graus. Labluz, R$ 32

3. Na mesa lateral vai o abajur Krin (TYG). De alumínio com pintura na cor lavanda, oferece base de rosca E-27 para uma incandescente de até 40 w, uma fluorescente compacta ou LED. Mede 14 x 50 cm. Futura Iluminação, R$ 158

4. No estar, o efeito de “lavar a parede” atrás do sofá é dado pela luminária No frame total ww (11,7 x 11,7 x 12,8 cm**), de aço dobrado, com visor de vidro temperado translúcido. Para palito bipino de 100 w. Lumini, R$ 135,86

 

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Com ou sem forro: essas dicas valem sempre

 

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Observe o primeiro projeto: para o efeito dirigido – quando o foco é orientado para destacar algo – sobre a bancada, há lâmpadas de 10 graus, de facho bem fechado. No corredor para os quartos, usou-se a mesma luminária, porém com lâmpada de 60 graus. “Quanto mais aberto o ângulo, mais a luz se espalha”, diz o arquiteto, que ainda sugere um abajur ao lado do estofado para dar um clima intimista.

 

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– A cozinha pede luz geral difusa – suave e sem foco direto, gerada por um difusor, que pode ser um vidro fosco ou acrílico –, além de pontos com lâmpadas de grau fechado sobre as áreas de trabalho.

 

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– O espaço total é enxuto e aberto. Por esse motivo, não recomenda pendentes acima do balcão, o que sobrecarregaria a decoração e atrapalharia o campo de visão.

 

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– Em uma área integrada, a premissa é buscar a mesma linguagem visual entre as luminárias. “Use materiais idênticos nos produtos técnicos, como spots e embutidos, e varie no abajur e no pendente, peças em que é possível jogar com cores.”

 

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– Em locais de passagem, evite as fluorescentes: apesar de econômicas, têm sua vida útil reduzida com o acender e apagar frequente.

 

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– Uma dica para ganhar aconchego está nas lâmpadas de temperaturas de cores quentes – as de 2 700 a 3 000 kelvin (k) são mais amareladas.

 

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1. Da canopla à base da cúpula de tecido (30 cm de diâmetro), a estrutura de aço do Allungare (ref. 60010) tem curvatura de 30 cm. É para duas lâmpadas incandescentes (60 w) ou fluorescentes (23 w) com soquete de rosca E-27. Ella, R$ 510

2. De alumínio tingido de branco, a luminária de sobrepor Box luce (ref. 50701) mede 7,6 x 7,6 x 11,2 cm e foi indicada para a cozinha e o corredor. O soquete bipino aceita halopin de 60 w ou PAR 16 (50 w). Ella, R$ 65

3. A luminária de mesa Aurora está a serviço de colorir o ambiente. Produzido em metal com pintura vermelha, o abajur de 16 x 46 cm recebe lâmpada de 60 w e possui soquete E-27. Oppa , R$ 199

4. O plafon orientável PSL 400 (11 x 11 x 11 cm), de alumínio, tem acabamento branco. É compatível com dicroica de 50 w, PAR 20, PAR 30, AR 70 e AR 111 (neste caso, previu-se a dicroica de 50 w). Luminárias Premiere, R$ 54,80

 

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Como iluminar ambientes sem forro de gesso

 

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Na sala, sem forro rebaixado, o ponto de luz descentralizado não causou problemas: uma luminária dotada de braço desloca a cúpula até o centro da mesa. Outra opção seria adotar um desviador – trata-se de um acessório simples, que, fixado no teto, conduz o fio do pendente até a posição correta.

– Todo conforto é necessário no estar. “Vale combinar iluminação direta – que lança a claridade para baixo – com pontual – focada em quadros e objetos”, ensina Carlos. Em ambas as situações foram previstos spots direcionáveis, porém perceba que nenhum se volta para o sofá, evitando ofuscamento e calor.

Escolha a lâmpada certa

 

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INCANDESCENTES 

Gastam muita energia e são pouco eficientes, pois apenas 5% da eletricidade que usam se torna luz – o resto vira calor. Têm os dias contados: até o fim do ano, os modelos acima de 101 w deixarão de ser vendidos. Os demais acabam até 2017.

 

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FLUORESCENTES

Dividem-se entre compactas – que incluem um reator e encaixam nos mesmos soquetes das incandescentes – e tubulares – que precisam de reator auxiliar. consomem 80% menos energia que as incandescentes, entretanto, a maioria dos modelos emite luz fria. Têm baixo índice de reprodução de cor, de 70% a 80% (o irc indica a capacidade que a luz tem de exibir fielmente as cores). recomendadas para cômodos que exigem claridade intensa e constante, como escritórios e cozinhas.

 

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HALÓGENAS

– Aqui estão elas: dicroica, par, ar, halopin e palito. são as que melhor reproduzem as cores, contudo gastam apenas 30% menos que as incandescentes. com luz amarelada, vão bem em salas, mas como esquentam bastante, não devem ser direcionadas para sofás e poltronas, nem usadas em muitos pontos. em quartos, se saem melhor em luminárias com efeito difusor.

– Por ser de baixa voltagem, a dicroica pede um transformador. Gera luz mais brilhante, pois tem um refletor parabólico. a PAR (sigla em português de “refletor parabólico aluminizado”), também refletora, possui um vidro que protege a lâmpada, razão para ser usada em banheiros e jardins. a AR (sigla para “refletora aluminizada”) apresenta facho bem definido e ofusca menos. Já a menor da turma, a halopin, tem potência e voltagem baixas, por isso clareia cantinhos, gastando pouca energia. A palito, ou lapiseira, joga a luz para cima.

 

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LED

– Sigla em inglês para “diodo emissor de luz”. na verdade, não é uma lâmpada, mas ilumina. Oferece tecnologia avançada, até 50 anos de vida útil (dependendo da qualidade), economia (gasta 80% menos que as incandescentes) e boa luminosidade. aquece pouco, tem irc de 85% e é encontrado em tonalidades e formatos variados (de dicroica, por exemplo). combina com qualquer ambiente. O ponto fraco está no preço, ainda alto, todavia com tendência a cair.

Consultoria: Laboratório de Fotometria Iee/Usp, Engenheiro José Gil Oliveira

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