A modernidade é colorida

Enfim, a cor encontra sua função na arquitetura de hoje. Usada com critério e sensibilidade, ela embeleza, surpreende, cria referências visuais, contribui para a identificação das pessoas com os lugares e espanta a palidez das grandes cidades.

Por Reportagem: Marianne Wenzel Atualizado em 14 dez 2016, 10h59 - Publicado em 19 set 2008, 18h10

Quando a arquitetura moderna nasceu, enaltecendo as formas puras e a ausência de adornos, o branco passou a reinar absoluto. A cor, que antes determinava a personalidade de cidades inteiras, virou uma mera maquiagem, se tanto. “Até hoje essa idéia vigora. Desenha-se em preto e branco”, diz a arquiteta e estudiosa do tema Lilian Ried Miller Barros, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Para ela, aí reside um equívoco. “Só com os contrastes de cor é que percebemos as formas, por isso o projeto deve levá-la em conta desde o começo, ainda que se opte pelo branco”, explica. Depois de conhecer as experiências internacionais abaixo, descubra quais são as combinações de tons que estão na moda e vote, em nossa enquete, na sua preferida.

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